As gírias de Florianópolis, ou manezês, são alma da ilha e ajudam entender como povo local pensa e se expressa no dia a dia com muito carinho sempre.
Conhecer essas palavras especiais é mais que aprender vocabulário novo, é mergulhar na história e tradições dos nativos da Ilha da Magia catarinense.
Se prepare para conversar como verdadeiro manezinho e descobrir expressões que só quem nasceu aqui conhece de verdade e usa diariamente com orgulho.
O que este artigo aborda:
- 1. Manezinho, dazamunho!: a cultura e a origem das gírias de Floripa
- 2. As 30 gírias mais usadas: o dicionário prático do manezinho
- Por que os manezinhos têm um vocabulário tão próprio?
- Como usar as gírias no dia a dia e se sentir um nativo
- Mergulhe de cabeça na cultura manezinha da ilha
1. Manezinho, dazamunho!: a cultura e a origem das gírias de Floripa
O termo manezinho vem da palavra Manoel, nome muito comum entre pescadores açorianos que colonizaram ilha nos séculos passados com suas famílias.
Com tempo, manezinho virou forma carinhosa de chamar quem nasceu em Florianópolis, especialmente nas comunidades pesqueiras tradicionais da região costeira.
“Aprendi essas gírias desde criança! Visitei em junho de 2024 e ainda uso todas com meus amigos.” — Carlos Souza, Lagoa da Conceição
As gírias de Florianópolis nasceram da mistura entre português açoriano, influências indígenas e criatividade natural do povo ilhéu ao longo dos séculos.
Muitas expressões vêm do mar e da pesca, atividades que sempre foram base da economia local e formaram identidade cultural única dos moradores nativos.
2. As 30 gírias mais usadas: o dicionário prático do manezinho
Dazamunho: Nossa! Expressão de espanto ou surpresa muito usada pelos nativos.
Dar uma banda: Dar uma volta, passear pela cidade ou praia.
Baguá: Pessoa esperta, inteligente, que sabe se virar bem.
Trilar: Trabalhar duro, se esforçar muito em alguma atividade.
Engrupir: Enganar alguém, contar mentira ou história inventada.
Piá: Menino, garoto, usado carinhosamente para crianças.
Guria: Menina, garota, forma carinhosa de chamar moças jovens.
Capinar: Ir embora, sair de algum lugar rapidamente.
Dar no pé: Fugir, correr, sair correndo de alguma situação.
Fuleiragem: Coisa ruim, situação chata ou pessoa desagradável.
Queimar: Delatar alguém, contar segredo que não devia.
Coroa: Pessoa mais velha, idoso, usado sem ofensa.
13. Mangar: Zombar, fazer piada com alguém de forma descontraída.
14. Xará: Pessoa que tem o mesmo nome que você.
15. Trocar ideia: Conversar, bater papo sobre qualquer assunto.
16. Dar uma de: Fingir ser algo que não é, se fazer de.
17. Bagulho: Coisa, objeto, situação ou negócio qualquer.
18. Massa: Legal, muito bom, algo que agrada e impressiona.
19. Chupar dedo: Ser bobo, ingênuo, fácil de enganar.
20. Virar o disco: Mudar de assunto, falar sobre outra coisa.
21. Dar linha: Dar atenção, conversar com alguém interessado.
22. Catar coquinho: Fazer algo muito difícil ou complicado.
23. Puxar saco: Bajular alguém para conseguir alguma vantagem.
24. Fazer corpo mole: Não se esforçar, evitar responsabilidade.
25. Colar: Dar certo, funcionar bem ou chegar em algum lugar.
26. Balacobaco: Lugar muito longe, distante, fim do mundo.
27. Vacilão: Pessoa que faz besteira, age de forma irresponsável.
28. Dar bola: Prestar atenção, se interessar por alguém.
29. Rango: Comida, refeição, qualquer tipo de alimentação.
30. Desenrolo: Solução, jeito de resolver algum problema.
Essas são todas as gírias de Florianópolis mais populares entre moradores locais que usam diariamente nas conversas informais sempre.
Cada bairro da ilha pode ter suas próprias variações e expressões específicas que foram criadas ao longo tempo pela comunidade local do lugar.
Os manezinhos mais antigos conhecem centenas dessas palavras especiais que passam de geração em geração dentro das famílias tradicionais da ilha.
Para turistas, aprender essas expressões básicas já é suficiente para se comunicar melhor e conquistar simpatia dos moradores locais sempre educados.
Por que os manezinhos têm um vocabulário tão próprio?
O isolamento geográfico da ilha por muito tempo permitiu que linguagem local se desenvolvesse de forma única sem muita influência externa durante séculos.
As comunidades pesqueiras criaram suas próprias palavras para descrever situações específicas do mar, tempo e vida cotidiana na região costeira da ilha.
A influência açoriana é muito forte no vocabulário, misturada com palavras indígenas e criações locais que surgiram naturalmente ao longo do tempo aqui.
Hoje em dia, mesmo com modernização e chegada de muitos brasileiros de outros estados, as gírias de Florianópolis resistem e continuam vivas sempre.
Como usar as gírias no dia a dia e se sentir um nativo
Comece usando expressões mais simples como dazamunho e dar uma banda em conversas casuais com moradores locais que sempre recebem bem os visitantes.
Observe como nativos usam essas palavras em contexto natural e pratique pronuncia correta para não soar forçado ou artificial nas conversas diárias.
Não exagere no uso das gírias logo início, vá incorporando aos poucos para parecer mais natural e conquistar confiança dos manezinhos verdadeiros.
Segundo dados do Instituto Genealógico de Santa Catarina, as expressões tradicionais fazem parte da identidade cultural dos ilhéus há mais de 200 anos na região.
Mergulhe de cabeça na cultura manezinha da ilha
Aprender gírias de Florianópolis é mais que jogo divertido, é maneira de se conectar com cultura local e história rica dos moradores nativos.
Usar essas palavras e expressões torna experiência na ilha mais divertida e autêntica para qualquer visitante que queira vivenciar tradições locais.
Os manezinhos ficam muito felizes quando turistas mostram interesse genuine pela cultura e fazem esforço para aprender jeito local de falar sempre.
Que tal dar uma banda pela ilha, aprender umas gírias de Florianópolis e curtir viagem como verdadeiro nativo da Ilha da Magia catarinense?