
O Avaí começa a série B com um jogo duro diante do Juventude domingo (22), às 16h na Ressacada, em um confronto que promete ser de muita estratégia e paciência. A equipe gaúcha comandada por Maurício Barbieri chega embalada por uma invencibilidade consistente na temporada. São 12 jogos, com 6 vitórias e 6 empates, além de números equilibrados: 22 gols marcados e apenas 8 sofridos. Trata-se de um time que sabe competir e, acima de tudo, entende bem suas limitações.
No duelo recente contra o Águia de Marabá, ficou evidente o perfil conservador do Juventude. A estrutura com cinco jogadores na linha defensiva, quatro no meio-campo e apenas um mais avançado reforça a proposta de proteção e redução de espaços. Mas que quando tem a posse de bola é bastante ofensivo, mudando de 5-3-2 para 3-4-3 e muitas vezes 3-3-4, como foram as alternativas no seu último jogo na Copa do Brasil.
O Avaí terá que ter esse cuidado, pois o time Jaconeiro tem obsessão por ter superioridade numérica nas fases do campo e tem jogadores polivalentes como Luís Mandaca e Paulo Roberto, que tanto ajudam no preenchimento do meio de campo, como também chegam a frente e atam espaço chegando para finalizar.
É uma equipe que prioriza o equilíbrio, com atletas experientes como Jandrei no gol, seguro na maioria das ações, ainda que por vezes cause apreensão, além de nomes como Rodrigo Sam e Messias na defesa. No meio, jogadores como Léo Índio e Luiz Mandaca garantem combatividade e qualidade na saída de bola.
Mesmo com a perda recente de Gabriel Taliari, o Juventude mantém sua identidade competitiva. E isso impõe ao técnico Cauan de Almeida um desafio completamente diferente daquele enfrentado no clássico contra o Figueirense, quando o Avaí encontrou espaços generosos diante de um adversário mais ofensivo.
Diante de um bloco baixo e compacto, o Avaí precisará variar mais seu repertório ofensivo. A amplitude com Thayllon, a movimentação de DG, Jean Lucas e Daniel Penha, além da presença de Avenatti, seguem sendo fundamentais.
No entanto, será necessário o time Azurra buscar alternativas, como infiltrações por dentro, trocas constantes de posição pelos lados e maior participação do lado direito, com a opção de Wesley Gasolina oferecendo mais profundidade no lugar do Wallison.
A tendência é de um jogo travado, de poucos espaços, onde a paciência e a criatividade farão a diferença. Jogadas de bola parada também podem ser determinantes pelo Leão. O Juventude já mostrou sua força ao enfrentar o Grêmio no Campeonato Gaúcho, com dois empates duros, sendo eliminado apenas nos pênaltis nas quartas de final.
Para o Avaí, é um teste importante. Jogando na Ressacada, o time tem totais condições de buscar a vitória, desde que mantenha sua identidade coletiva, intensidade e consiga ampliar suas soluções ofensivas. Será um jogo equilibrado, decidido nos detalhes.
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