
Há um movimento em conjunto da prefeitura, órgãos de segurança e sociedade civil, que busca esclarecer que a esmola enfraquece esse trabalho de assistência social. Uma situação que acontece a todo instante, de maneira silenciosa e avassaladora, foi registrada no trânsito de Florianópolis.
Um condutor, ao perceber que um homem em situação de rua receber R$ 50, resolveu perguntar e gravar o relato do beneficiado, que admite o valor recebido e expôs o ciclo vicioso envolvendo a esmola no semáforo. O homem, natural da Bahia, já foi abordado 43 vezes pelas equipes de assistência desde fevereiro de 2025, que equivale a uma média de uma vez por semana.
O indivíduo rejeita um encaminhamento para tratamento ou abrigo, optando por permanecer onde está, o que reflete um desinteresse pelo acolhimento, que exige regras e sobriedade. A caridade verdadeira deve passar por fortalecer a estrutura da assistência social, e não sustentar a autodestruição.
A esmola não ajuda, apenas financia o ciclo do vício, mantendo o morador de rua exatamente onde ele está. Enquanto o cidadão acreditar que “ajuda” dando dinheiro na janela do automóvel, a situação tende a piorar.
É importante que a sociedade reflita sobre a verdadeira assistência em vez de perpetuar ciclos de dependência através da esmola.
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