
A Praia da Galheta, localizada no Leste de Florianópolis, tornou-se alvo de denúncias referentes à prática de sexo explícito e a possível existência de um ponto de venda de drogas ilícitas. Frequentada por adeptos do nudismo desde a década de 80, a praia foi mencionada em um documento denominado “mapa do sexo” e foi alvo de operações policiais em 2025.
A vereadora Manu Vieira (PL) compartilhou um vídeo relatando que os guarda-vidas estão receosos em realizar suas atividades. Ela afirmou: “Existem pessoas que ameaçam esses profissionais da segurança. Flagrei serviços sendo oferecidos digitalmente, incluindo a venda de drogas.”.
A respeito das preocupações de segurança, a vereadora declarou em um passeio realizado às 17h, ter testemunhado pelo menos sete pessoas envolvidas em atividades ilegais. “Isso é inaceitável. A trilha para a praia é um acesso crucial e deve ser seguro para moradores, trabalhadores e visitantes”, ressaltou.
Manu Vieira também informou que o caso foi relatado ao DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e à Polícia Civil. A Polícia Civil confirmou o recebimento de várias denúncias e declarou que foram feitas investigações no local em parceria com a Guarda Municipal e com a Polícia Militar no fim de 2025, com um relatório sobre as evidências entregue às autoridades competentes.
A Câmara Municipal de Florianópolis, recentemente, aprovou um requerimento visando a agilização do projeto que gostaria de restabelecer a prática do naturismo na Praia da Galheta. A proposta, apresentada pelos vereadores Dinho e Carla Ayres, pretende que a tramitação ocorra simultaneamente em cinco comissões permanentes da casa, na tentativa de abreviar o tempo, já que o projeto ficou cerca de 11 meses na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Desde 1997, o naturismo foi permitido na praia, mas em 2016, a lei que regulamentava essa prática foi revogada, transformando a área em uma Unidade de Conservação.
Embora o naturismo tenha deixado de ser permitida expressamente, não houve uma proibição direta, resultando em incertezas jurídicas que fomentam debates sobre o uso e os limites da prática na praia.
A vice-prefeita de Florianópolis e secretária da SMSOP (Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública), Maryanne Mattos, anunciou em março de 2025 que a comunidade da Galheta havia elaborado um “mapa do sexo”, catalogando incidentes de sexo explícito evidenciados por preservativos e lenços umedecidos encontrados na região.
A partir do documento, foi feito um descanso na praia pela SMSOP em colaboração com a Guarda Municipal e a Polícia Militar, a fim de fiscalizar e coibir atos ilícitos ocorrendo ao longo da Galheta.
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