
Dois crimes com características violentas registrados no Norte da Ilha, em Florianópolis, voltaram a chamar atenção nos últimos dias. Os casos ocorreram em bairros próximos, Santinho e Ingleses, e estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios de Florianópolis.
Apesar da proximidade geográfica e da repercussão, a polícia afirma que ainda não há indícios que indiquem ligação entre os crimes.
O caso mais recente da mulher esquartejada envolve o assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas de 47 anos, enquanto o outro episódio, ainda sem solução, é o de um corpo encontrado dentro de uma mala na Praia do Santinho, no fim de 2025.
O corpo de Luciani foi encontrado esquartejado na zona rural de Major Gercino, na quarta-feira (11). O desaparecimento da corretora havia sido registrado pela família dois dias antes.
Segundo as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, a mulher teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, dentro do próprio apartamento, localizado no bairro Ingleses. A suspeita é de que o corpo tenha permanecido no imóvel até a madrugada do dia 7 de março, quando foi retirado pelos envolvidos no crime.
Até o momento, três suspeitos foram presos por envolvimento no caso. Entre eles estão: um homem de 27 anos, vizinho da vítima; a companheira dele, de 30 anos; e a administradora do conjunto residencial onde Luciani morava, de 47 anos. Todos viviam no mesmo terreno no bairro Santinho, onde existem pequenos prédios com cerca de quatro apartamentos cada.
A principal hipótese investigada pela polícia é latrocínio, roubo seguido de morte. Os investigadores identificaram compras realizadas pela internet utilizando dados da corretora após o desaparecimento. Os produtos eram retirados pelo adolescente que vivia no mesmo terreno.
Além disso, pertences da vítima, como notebook e televisão, foram encontrados escondidos em um apartamento desocupado sob responsabilidade da administradora do residencial.
Com o avanço das investigações, o homem de 27 anos e a companheira tentaram fugir de Santa Catarina. O casal foi localizado e preso em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A prisão ocorreu com apoio da Polícia Rodoviária Federal. Já a administradora do residencial foi presa em Florianópolis após policiais encontrarem objetos da vítima escondidos em um dos apartamentos do local.
Segundo a Polícia Civil, os restos mortais da corretora foram divididos em cinco pacotes e transportados até uma ponte em área rural de Major Gercino. Em seguida, as partes teriam sido jogadas em um córrego. Até o momento, apenas o tronco da vítima foi localizado. As equipes seguem realizando buscas para tentar encontrar as demais partes do corpo, o que pode ajudar a esclarecer a causa da morte.
O desaparecimento da corretora começou a ser investigado após familiares estranharem mensagens enviadas pelo celular da vítima.
Outro caso investigado pela polícia é o de um corpo encontrado dentro de uma mala na Praia do Santinho no fim da tarde de 28 de dezembro do ano passado. O cadáver estava desmembrado: o tronco foi localizado em uma mala maior, enquanto membros e cabeça estavam em outros recipientes e sacos plásticos. O corpo foi encontrado entre rochas próximas ao início da trilha que leva ao Costão do Santinho. A descoberta ocorreu após um vigia perceber forte odor vindo da bagagem e acionar os socorristas.
De acordo com a Polícia Científica de Santa Catarina, a vítima é um homem com idade estimada entre 21 e 23 anos e estatura aproximada entre 1,60 m e 1,80 m. Apesar de cinco denúncias recebidas desde o início das investigações, todas foram descartadas.
A Delegacia de Homicídios da capital acompanha os dois casos devido à proximidade entre os locais dos crimes. As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar nos casos podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.
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