quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
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Laudo pericial sobre a morte do cão Orelha na Praia Brava

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 26 DE FEVEREIRO DE 2026, ÀS 14:03
(Foto: Redes sociais, Reprodução) Laudo pericial sobre a morte do cão Orelha na Praia Brava
(Foto: Redes sociais, Reprodução) Laudo pericial sobre a morte do cão Orelha na Praia Brava

O laudo pericial realizado após a exumação do cão Orelha não indicou a presença de fraturas ou lesões que pudessem ter sido provocadas por ação humana. A análise da Polícia Científica não esclareceu a causa da morte do animal, ocorrida no início de janeiro deste ano.

Análise da pericia sobre Orelha

Segundo o relatório, todos os ossos do animal foram examinados minuciosamente, sem que fossem detectadas fraturas ou lesões que caracterizassem ação humana. Mesmo na região esquerda do crânio, onde se levantou a possibilidade de um trauma por instrumento contundente, não foi constatada qualquer evidência disso.

O laudo ressalta, entretanto, que a ausência de fraturas não exclui a possibilidade de um trauma contundente na cabeça do animal, como indicado pela Polícia Civil. A literatura especializada aponta que muitos traumas cranianos não produzem fraturas, mas podem ser letais para os animais envolvidos.

Exumação e desdobramentos legais

A exumação ocorreu no dia 11 de fevereiro, mais de um mês após a morte do cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis. Durante o exame, encontraram o corpo em fase de esqueletização, o que dificultou a avaliação de tecidos moles, como órgãos.

A perícia também eliminou a hipótese de que um prego tenha sido cravado na cabeça do animal, pois não foram encontrados vestígios que sustentassem essa suposição. Em caso de penetração de um prego, seria esperada a formação de uma fratura circular, o que não se verificou no laudo.

A exumação foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina como parte de 35 novas diligências para aprofundar as investigações conduzidas pela Polícia Civil. Essa corporação já havia concluído, em 3 de fevereiro, que um adolescente era responsável pela morte do animal.

Conforme a Polícia Civil, Orelha foi golpeado na cabeça com um objeto rígido ou chutado, podendo ser um pedaço de madeira ou uma garrafa. O animal era conhecido e cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis, onde viveu por pelo menos 10 anos.

Orelha foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro, após o que foi levado ao veterinário, mas não sobreviveu devido aos ferimentos. O veterinário Derli Royer relatou que o animal apresentava lesões graves na cabeça, no olho esquerdo e forte desidratação.

No decorrer do processo, oito adolescentes foram investigados pela Polícia Civil. No entanto, a NSC não divulga a identidade dos adolescentes por respeito ao que é estipulado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa

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