
A ocupação do Movimento de Mulheres Olga Benario ocorreu em imóvel no bairro Saco dos Limões, no Sul da Ilha. Integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benario ocuparam um imóvel na manhã deste sábado (14), no bairro Saco dos Limões, em Florianópolis. A ação, chamada de “Ocupação Liberata”, foi organizada com a proposta de criar um espaço de acolhimento e apoio a mulheres vítimas de violência.
Após a chegada da PM (Polícia Militar), os integrantes do Movimento de Mulheres foram orientados a deixar o local. Segundo os policiais, houve negociação com as manifestantes, que acabaram desocupando o imóvel. Até o momento, não há informações sobre para onde as participantes do movimento seguiram após deixar o espaço.
A ocupação foi divulgada pelo próprio movimento nas redes sociais na manhã deste sábado. Na publicação, o grupo informou que o espaço funcionaria como um local de acolhimento e organização de atividades voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres. O imóvel fica na Rua José Maria da Luz, nº 70, na região do Saco dos Limões, próximo ao Centro da capital.
De acordo com as organizadoras, a proposta era transformar o local em um espaço de apoio, orientação e encaminhamento para mulheres em situação de violência. A PM informou que os manifestantes acreditavam que o imóvel seria um prédio pertencente à União. No entanto, segundo os policiais, o local é de propriedade particular e os donos moram nas proximidades.
As equipes policiais foram até o endereço e iniciaram uma negociação com o grupo. Após a conversa, as integrantes do movimento concordaram em deixar o imóvel e a ocupação foi encerrada. O Movimento de Mulheres Olga Benario afirma realizar ocupações semelhantes em diferentes cidades do país há mais de uma década. Segundo o grupo, essas ações buscam transformar imóveis considerados abandonados em casas de referência, voltadas ao acolhimento de mulheres vítimas de violência e à realização de atividades de orientação e apoio.
Ao divulgar a ocupação em Florianópolis, o movimento também citou dados sobre violência contra mulheres no Brasil e em Santa Catarina, afirmando que a iniciativa busca ampliar o debate sobre o tema.
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