A Polícia Civil de Santa Catarina enviou, na tarde desta quarta-feira (25), os vídeos das investigações sobre a morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, à Justiça catarinense. Foi necessário realizar um ajuste para a operacionalização do envio devido à incompatibilidade do tamanho dos arquivos.
Processo de Envio dos Vídeos
Os vídeos foram solicitados durante novas diligências do Ministério Público de Santa Catarina, concluídas na sexta-feira (20). Segundo a Polícia Civil, as imagens foram compartilhadas através de uma nuvem segura com o Juízo da Vara da Infância e Juventude da Capital, responsável por disponibilizá-las para o Ministério Público e os advogados de defesa dos investigados.
A polícia relatou que houve um problema com a disponibilidade do sistema Eproc, o que atrasou o envio dos vídeos. No dia 25, com a resolução do problema, os vídeos foram finalmente compartilhados com o Juízo, que ficou encarregado de distribuir as imagens para os envolvidos no caso.
Novas Diligências e Evidências
O pedido do MPSC para a realização de novas diligências visava buscar provas sobre a morte do cachorro e atos infracionais atribuídos a adolescentes. Dentre os crimes estão furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos a animais, conforme informações exclusivas divulgadas.
A Polícia Civil informou que foram realizados 26 atos de investigação e cumpridas 61 diligências complementares. As novas provas corroboraram as conclusões iniciais do inquérito, que foi encerrado em 3 de fevereiro, com pedido de internação de um adolescente como responsável pela morte do cão Orelha.
Orelha, que era cuidado por moradores da Praia Brava, foi encontrado agonizando em 5 de janeiro. Ele foi levado ao veterinário, mas não sobreviveu devido aos ferimentos graves, incluindo lesões na cabeça e forte desidratação.
Sobre o caso, o laudo da Polícia Científica revelou que Orelha sofreu um golpe na cabeça, possivelmente ocasionado por um chute ou objeto rígido. Ao longo do processo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes foram investigados.