
O preço do quilo da picanha chegou a R$ 249,90 em um supermercado de Florianópolis. O Brasil é um país de extremos, e a realidade é exposta pela prateleira do açougue. Nesta terça-feira (3), estive pessoalmente em um supermercado na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, e fiquei estarrecido com os preços. O valor da picanha variava de R$ 172,90 a R$ 249,90 o quilo, enquanto a fraldinha marcava R$ 149,90. As imagens foram captadas às 14h15.
O Brasil tem o Bolsa Família com piso de R$ 600, e simultaneamente o salário mínimo de 2026 fixado em R$ 1.621. Esse valor bruto precisa cobrir alimentação, aluguel, transporte, remédios e escola, apesar da inflação e da pressão de custo de vida, como indicam os dados do IBGE.
O que causa revolta é o contraste: o Brasil possui território, água, sol e vocação agropecuária, mas uma parte significativa da população vive no limite, e quando até a carne se torna artigo de luxo, a sensação de injustiça aumenta. Este registro é um desabafo e um documento demonstrando que algo está errado quando o básico se torna um privilégio.
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