
A utilização do reconhecimento facial em Balneário Camboriú e Florianópolis aumenta a capacidade do governo de localizar foragidos e prevenir delitos durante grandes eventos. Este avanço oferece um ganho operacional que atende a uma demanda legítima por maior segurança nos espaços públicos.
Diretrizes para vigilância
No entanto, a vigilância constante em ambientes públicos impõe a necessidade de limites institucionais bem definidos. Sistemas que monitoram rostos e coletam dados sensíveis concentram um poder considerável nas mãos do governo.
É essencial estabelecer uma estrutura de transparência e controle externo rigoroso, junto com limites claros para o uso dessa tecnologia. Sem essas salvaguardas, existe o risco de que a ferramenta ultrapasse seu propósito inicialmente estabelecido.
Considerações sociais
A dimissão da privacidade por meio da vigilância permanente ecoa os sentimentos expressos por George Orwell em seu livro “1984”. Ele descreveu um cenário no qual um “Grande Irmão” vigia comportamentos continuamente, levantando a possibilidade de que a sociedade possa se afastar dos padrões democráticos para algo mais opressivo.
À medida que a vigilância avança, é vital que a sociedade se mantenha alerta e exija um debate sobre as implicações éticas e sociais de tais práticas. Assim, é possível evitar padrões de controle característicos de regimes autoritários como Coreia do Norte ou China.