O próximo domingo (12) a cidade vai pulsar de uma forma diferente. O ritmo vai ser ditado pelas pick-ups e o cenário vai ser a Ponte Hercílio Luz. O cartão-postal, que no próximo mês completa 100 anos, vai ser ocupado pelo Sounds in da City, que vai transformar a memória em pista aberta.
A partir das 14h, o encontro gratuito propõe mais do que uma sequência de sets: é um convite ao deslocamento sensorial. Entre grooves, house, disco e sonoridades brasileiras, latinas e africanas, a música vai ser o foco central.
No centro dessa travessia sonora está Bernardo Pinheiro que por duas décadas faz uma espécie de cartografia musical do Brasil. Seus sets costuram raridades e clássicos, criando pontes improváveis entre o que se conhece e o que ainda está por ser descoberto. Ao lado dele, Allen Rosa, Gus Caram, Felipe Martins e Mary Jane ampliam esse mosaico sonoro.
Não por acaso, o projeto tem insistido em ocupar lugares icônicos da cidade desde o ano passado, redesenhando a forma como se vive o espaço público. Sem dúvida existe algo de simbólico em dançar à sombra da antiga Hercílio Luz. Uma experiência que faz com que cada passo também atravessasse tempos, conectando passado e presente em um mesmo compasso. Talvez seja essa a essência do evento, lembrar que a cidade não é só cenário, mas experiência compartilhada.


