segunda-feira, 23 de março de 2026
Notícias de última hora

Ulisses Gabriel e as Acusações sobre Thor

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 23 DE MARçO DE 2026, ÀS 11:38
Um cão de pelagem clara, sentado em um chão de pedras. Ao fundo, um homem sorridente está em um carro.
Foto: Reprodução/Redes sociais/ND Mais - Ulisses Gabriel e as Acusações sobre Thor

Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, negou ter abandonado o “amigo” do cão Orelha, o Thor (antigo Caramelo) em uma creche para pets em Santa Catarina. A acusação foi divulgada em vídeo por ativistas ligados ao caso do cão Orelha, morto após agressões no início do ano.

As denúncias foram publicadas pelo deputado estadual Rafael Saraiva (União-SP) e pelo grupo “Vozes Por Orelha”. No vídeo, pessoas que não se identificam afirmam que Thor teria sido deixado por longos períodos em uma creche no município de Orleans, em espaço reduzido e sem supervisão durante a noite.

No entanto, ao ND Mais, Ulisses Gabriel classificou as acusações como falsas. Segundo ele, o cão permaneceu no local por apenas dois dias, enquanto ele e a família viajavam para Laguna. O ex-delegado afirmou que o animal já está de volta à residência da família.

“Ele foi ao veterinário por causa de uma dermatite no rabo e ficou na creche de sexta até domingo. Depois, retornou para casa”, disse. Ulisses também afirmou que pretende registrar ocorrência contra os responsáveis pelas acusações, alegando perseguição.

Thor morava junto com o cão Orelha, também conhecido como Preto, que vivia há quase dez anos na Praia Brava, em Florianópolis. O animal era cuidado por moradores e comerciantes da região e se tornou símbolo da comunidade após sofrer maus-tratos. Orelha foi encontrado com ferimentos graves após ser agredido a pauladas. Devido à gravidade das lesões, precisou ser sacrificado. A suspeita é de que adolescentes da região tenham cometido o ataque, o que gerou comoção e protestos por justiça.

Segundo Ulisses Gabriel, o cachorro Thor teria sido vítima do mesmo grupo. Ele afirma que os jovens tentaram afogá-lo no mar, mas o animal conseguiu escapar e foi encontrado sem ferimentos graves.

Paralelamente à repercussão do caso, o MPSC chegou a abrir, no dia 13 de março, um inquérito civil para apurar a conduta do ex-delegado-geral na investigação da morte de Orelha. No entanto, o processo foi suspenso pela Justiça na última semana. A decisão considerou que, por envolver possível atuação de autoridade com prerrogativa de foro, a continuidade da apuração depende de autorização do Órgão Especial do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).

A investigação buscava apurar possíveis irregularidades, como abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa. Sem a autorização judicial necessária, há risco de nulidade dos atos investigativos.

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa

A Redação Notícias Floripa é composta por uma equipe de jornalistas profissionais baseados em Florianópolis. Comprometidos com o Jornalismo Local e a verificação dos fatos, cobrimos segurança, clima e serviços públicos consultando sempre fontes oficiais e autoridades competentes. Nosso processo editorial prioriza a precisão e a utilidade pública para os moradores da Grande Floripa.

Deixe o seu comentário!

Receba conteúdos e promoções