O MPF (Ministério Público Federal) instaurou um inquérito civil para apurar conteúdos que supostamente possuem teor xenofóbico, discriminatório e de incitação à violência. As publicações em questão foram feitas nas redes sociais do vereador de Joinville, Mateus Batista (União Brasil), e de Felipe Barcellos, do MBL (Movimento Brasil Livre).
Investigações e Denúncias
A investigação foi motivada por uma denúncia feita por Leonel Camasão (Psol), pré-candidato a deputado estadual, à Procuradoria da República em Santa Catarina. Ele se referiu a um vídeo divulgado por ambos em janeiro, onde o conteúdo conecta a migração ao aumento da criminalidade, utilizando expressões desrespeitosas contra a comunidade do Morro do Mocotó, localizada em Florianópolis.
Conforme o documento apresentado ao MPF, as falas incluem caráter xenofóbico, racista e discriminatório. Além disso, são consideradas manifestações de discurso de ódio e incitação à violência contra grupos socialmente vulneráveis.
Repercussões das Declarações
Outro ponto destacado na denúncia é o uso de camisetas que incluem a frase “Prendeu matou”, interpretada como uma apologia à letalidade policial. Durante o vídeo, um dos participantes afirmou que “o lado bom é que a polícia tá matando o vagabundo e contendo esse avanço”.
O MPF pretende aprofundar as apurações e notificou a Meta Platforms, responsável pelo Instagram, para esclarecer os critérios de moderação de conteúdo. A investigação busca determinar o impacto das publicações e possíveis responsabilidades envolvidas, além da verificação de eventuais violações de direitos fundamentais.