Florianópolis está atrasada e perdendo receita. A nova licitação do CentroSul se arrasta há mais de três anos, entre promessas, estudos e justificativas que já perderam a validade diante do calendário. Em julho de 2025, a prefeitura contratou uma consultoria por R$ 1 milhão para estruturar o edital.
A promessa era clara: final de janeiro, início de fevereiro, documento publicado. Mas o edital segue trancado dentro da própria prefeitura. Enquanto isso, a cidade opera no improviso. O contrato com o Consórcio Magno Martins Engenharia e Etecol Construção continua sendo prorrogado, apesar de não prever qualquer contrapartida financeira ao município.
Um equipamento estratégico, público, que não gera receita porque o contrato original não previa. Todos estes problemas foram apontados em uma série de reportagens do jornal ND ano passado.
Há ainda um agravante: os aditivos que sustentam essa prorrogação estão sob investigação do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Ou seja, além de ineficiente, o modelo atual é questionado. O problema deixou de ser burocrático. É econômico também. O que acontecerá em 2027, quando o contrato atual tiver vencido e o novo processo de licitação não estiver concluído?
Uma nova prorrogação seria um deboche, um escárnio. Sem regras claras, sem operador definido, sem previsibilidade, Florianópolis perde competitividade, perde eventos. A cidade não precisa de mais estudos. Precisa de decisão. O diagnóstico está feito, o dinheiro já foi gasto, o prazo estourou. Florianópolis deixou de arrecadar milhões por não ter feito uma licitação em tempo hábil.
Licitar o CentroSul não é mais uma opção administrativa. É uma obrigação urgente com o interesse público.

