
Domingo (22) o Avaí volta a enfrentar o Juventude na Ressacada. A partir deste domingo (22), o Avaí entra em um dos momentos mais determinantes da temporada, uma maratona de jogos. A sequência que se apresenta intercala jogos da Série B e da Copa Sul-Sudeste, com compromissos com jogos quarta e domingo, exigindo planejamento, inteligência e, sobretudo, profundidade de elenco para suportar o desgaste físico e mental.
O primeiro desafio já é significativo: enfrenta o Juventude, adversário que, em tese, chega forte para brigar pelo acesso para a Série A. Um teste de alto nível logo na largada, que pode dar o tom do que será a caminhada na Série B. E dar confiança em caso de vitória, e tem condições disso.
Na sequência, o Avaí muda o foco e passa a atuar pela Copa Sul-Sudeste, encarando a Tombense e, logo depois, o Cianorte. Na teoria, são adversários acessíveis, ou pelo menos de nível semelhante ou inferior. Mas o contexto pesa.
A maratona de jogos impõe viagens, desgaste e pouco tempo de recuperação. Na volta à Série B, o desafio segue pesado, com o CRB fora de casa, no Rei Pelé, um confronto tradicionalmente complicado. Depois, novamente pela Copa Sul-Sudeste, encara o Operário-PR, e mais adiante ainda terá compromissos relevantes contra Sport (pela Série B) e Chapecoense (pela Copa Sul-Sudeste), ambos fora de casa.
É uma sequência traiçoeira. De um lado, jogos duros na Série B, contra equipes que brigam na parte de cima. De outro, uma competição que oferece vaga na Copa do Brasil, mas que, inevitavelmente, tende a ser tratada com prioridade secundária diante do objetivo maior: manutenção na B ou acesso para a A.
E é justamente aí que entra o ponto central. Com o elenco atual, enxuto, o Avaí não consegue sustentar bom nível nas duas frentes. Para a estreia na Copa Sul-Sudeste o Avaí já anunciou que utilizará sua equipe sub-20 contra o Tombense, já que o desgaste de uma viagem de mais de sete horas após ter jogado contra o Juventude. Não é uma escolha confortável, mas parece ser a mais racional. Escolha essa que deve se repetir mais à frente.
Já se discutiu anteriormente: para sonhar com algo maior, será preciso reforçar. Não apenas aumentar o número de peças, mas qualificar o grupo. Dentro das claras limitações financeiras, o caminho passa por criatividade, boas relações no mercado e contratações pontuais que elevem o nível do time, pois precisa. Caso contrário, o risco é claro: um elenco curto, sobrecarregado e sem capacidade de competir em alto nível em duas competições simultâneas. A sequência está posta. Agora, as decisões fora de campo serão tão importantes quanto o desempenho dentro das quatro linhas.
O Juventude, adversário do Avaí domingo (22) pela Série B, até o jogo desta quinta pela Copa do Brasil contra o Águia de Marabá-PA, defende em 2026 uma invencibilidade que de 11 jogos. Foram quatro vitórias e seis empates até aqui, pelo Gauchão, e uma vitória na Copa do Brasil. A série pode aumentar nesta quinta-feira (19) se o Verdão não perder para a equipe paraense, pela quarta fase do torneio nacional.
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