
Cesta básica em Florianópolis tem pequena redução no preço em fevereiro.
Os moradores de Florianópolis estão pagando um pouco menos na alimentação básica, é o que constatou o levantamento mensal de fevereiro do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com a Conab (Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos), divulgado nesta segunda-feira (9).
O custo da cesta básica na capital catarinense foi de R$ 797,53 no mês passado, uma diminuição de 1,09% em relação a janeiro, cerca de R$ 806,32. Na prática, a redução de preço em alguns itens essenciais fez o consumidor pagar cerca de R$ 10 a menos no mês. O custo da cesta básica em Florianópolis foi o terceiro mais alto em todas as capitais do Brasil em fevereiro.
Entre janeiro e fevereiro, nove dos 13 produtos da cesta básica ficaram mais baratos em Florianópolis, segundo levantamento recente. As maiores quedas foram registradas na banana (-5,87%), café em pó (-4,30%), tomate (-3,87%) e batata (-3,68%). Também apresentaram redução o óleo de soja (-2,57%), açúcar refinado (-1,44%), manteiga (-0,49%), leite integral (-0,19%) e pão francês (-0,18%). Na direção oposta, quatro itens ficaram mais caros no período: arroz agulhinha (3,53%), feijão preto (1,38%), farinha de trigo (0,45%) e carne bovina de primeira (0,21%).
No acumulado dos últimos 12 meses, oito produtos da cesta básica em Florianópolis registraram queda de preço na capital catarinense, com destaque para o feijão preto (-44,22%), arroz agulhinha (-33,95%) e açúcar refinado (-17,01%) — as maiores reduções do período. Também ficaram mais baratos o leite integral (-12,50%), manteiga (-10,66%), farinha de trigo (-9,22%), óleo de soja (-6,51%) e café em pó (-0,02%). Já entre os itens que encareceram em um ano aparecem tomate (21,89%), banana (10,51%), batata (8,83%), pão francês (7,03%) e carne bovina de primeira (1,64%).
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% destinado à Previdência Social, o peso da cesta básica em Florianópolis diminuiu o impacto no orçamento do trabalhador. Em fevereiro de 2026, o conjunto de alimentos comprometeu 53,19% da renda, abaixo dos 53,78% registrados em janeiro e dos 57,52% observados em fevereiro de 2025. O recuo indica que, na comparação com esses períodos, o trabalhador da capital catarinense passou a destinar uma parcela menor do salário para a compra de itens básicos de alimentação.
Ao levar em conta o valor de R$ 1.621, o trabalhador florianopolitano precisou trabalhar 108 horas e 14 minutos, aproximadamente 13 dias e meio de trabalho, para comprar itens de alimentação básica no último mês.
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