
Um relatório elaborado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou que a cesta básica de Florianópolis foi a terceira mais cara entre as capitais brasileiras em fevereiro de 2026.
O estudo revelou também que um morador da Capital catarinense necessita trabalhar quase cinco dias para poder comprar uma cesta básica. A cesta custou, em média, R$ 797,53, tendo diminuído -1,26% em comparação com fevereiro de 2025 de acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos.
Apesar da diminuição do preço médio de alguns produtos como tomate, batata e café em pó, o custo se manteve como um dos mais caros do país, atrás somente de São Paulo (R$ 852,87) e Rio de Janeiro (R$ 826,98).
Os dados também revelam uma consequência proporcional: Florianópolis ocupa o terceiro lugar nacional em tempo de trabalho necessário para alimentação. A análise estima que os moradores da capital precisam trabalhar 108 horas e 14 minutos para comprar os produtos de uma cesta básica, o equivalente a quatro dias e meio de serviço.
Com a queda no valor da cesta básica desde fevereiro de 2025, o tempo de trabalho exigido diminuiu mais de uma hora, mas o impacto no bolso segue alto: a compra de alimentos básicos consome aproximadamente 53,2% do salário mínimo em uma das cidades com o maior custo de vida no Brasil.
A análise concluiu que a capital com menor tempo de trabalho necessário para compra da cesta básica em fevereiro foi Aracaju, em Sergipe, sendo necessárias 76 horas e 23 minutos, um pouco mais que três dias. O valor da cesta na cidade é de R$562,88.
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