Exumação a pedido do MPSC pode trazer novos detalhes sobre a morte do cão Orelha; não há prazo definido para a entrega do novo laudo.
Corpo do cão Orelha é exumado em Florianópolis
O corpo do cão Orelha, morto em 5 de janeiro em Florianópolis, foi exumado. A medida atende a pedido do MPSC e abre caminho para uma nova análise pericial da PCI (Polícia Científica de Santa Catarina).
A perícia deve produzir novos elementos sobre a morte do animal, caso que ganhou repercussão nacional. O procedimento ocorre enquanto a investigação permanece em andamento.
A morte do cão Orelha perícia passa a depender de um novo laudo após a exumação. A estimativa apresentada é de que o documento possa ser concluído em 10 ou mais dias.
O cronograma, porém, não tem prazo final definido. O sigilo da investigação é citado como fator que pode influenciar a data de entrega do laudo.
O MPSC solicita novas diligências caso Orelha desde segunda-feira (9), incluindo a exumação do corpo do animal. O objetivo informado é obter esclarecimentos adicionais para o avanço dos procedimentos.
A 2ª Promotoria de Justiça também pediu novos depoimentos. Entre os pontos levantados está a necessidade de apurar se houve ou não coação durante o andamento do processo.
O procedimento foi colocado em sigilo por envolver adolescentes de forma indireta em etapas relacionadas. A Promotoria informou que o caso segue em fase de investigação.
Até o momento, não há ação penal proposta. Um adolescente foi indiciado pelo crime relacionado à morte do cão.
Cronologia e animais citados no caso
Orelha era cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, e foi agredido em 4 de janeiro. Após acolhimento e atendimento veterinário, o animal morreu no dia seguinte, em 5 de janeiro.
Além do caso principal, outros cães na Praia Brava foram mencionados como supostamente agredidos, incluindo Caramelo e Caramela. Outro animal citado foi Pretinha, que morreu na segunda-feira (9) após complicações no tratamento veterinário, sem relato de agressões.