
Partes do corpo de Luciani Estivalet, corretora esquartejada em Florianópolis, foram encontradas perto de rio em Major Gercino. Novas buscas realizadas em Major Gercino, na Grande Florianópolis, encontraram oito partes do corpo de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis de 47 anos esquartejada em Florianópolis. As buscas ocorreram ao longo de terça-feira (17). “Desci até o matagal e encontrei mais partes de um corpo, fora do saco plástico. Conseguimos constatar oito partes do corpo de Luciani, sendo elas pés, pernas e braços, faltando apenas a cabeça, que ainda não foi localizada. Não temos certeza de que está nesse local, mas as buscas vão continuar”, relatou o sargento Cleonir José Haslinger ao Cidade Alerta SC, da NDTV RECORD.
Na segunda-feira (16), duas mãos foram encontradas dentro de um saco preto em um rio em Major Gercino. Um pescador estava na beira do rio quando encontrou a sacola e, ao abri-la, encontrou as mãos. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica foram acionadas e, desde então, as buscas foram intensificadas.
Na última quarta-feira (11), um tronco de uma mulher foi encontrado no mesmo rio. Dois dias depois, na sexta-feira (13), foi confirmado que se tratava de Luciani. O saco preto com as mãos estava perto de uma ponte, bem próximo de onde foi encontrado o tronco da corretora de imóveis.
Luciani era natural de Alegrete (RS) e morava sozinha em uma pousada na região norte de Florianópolis no bairro Santinho, onde trabalhava como corretora de imóveis. Ela foi vista pela última vez em 5 de março de 2026, quando teria desaparecido de seu apartamento. Nos dias seguintes ao desaparecimento, familiares começaram a desconfiar de que algo havia ocorrido, isso porque receberam mensagens enviadas do celular da corretora com erros de português, considerado incomum pela família, o que levantou a suspeita de que outra pessoa estivesse se passando por ela.
Diante disso, a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento na segunda-feira (9). Ainda no dia 9 de março, moradores da cidade de Major Gercino, a cerca de 100 quilômetros da capital catarinense, avistaram partes de um corpo em um córrego na zona rural do município. A Polícia Militar foi acionada em 11 de março, quando o corpo foi retirado do local e encaminhado para perícia.
Enquanto isso, as investigações avançavam em Florianópolis. A polícia descobriu que, após o desaparecimento de Luciani, compras online estavam sendo realizadas com os dados e cartões da vítima. A retirada das mercadorias foi feita por um adolescente de 14 anos que morava no mesmo residencial que a corretora. Parte dos pertences de Luciani, como notebook e outros objetos, foi encontrada escondida em um apartamento desocupado do condomínio, que pertencia à mulher de 47 anos.
Com isso, três pessoas foram presas: uma mulher de 47 anos, inicialmente por receptação de bens da vítima, além do homem de 27 anos e da companheira dele, de 30 anos, que foram localizados e detidos em 12 de março, na cidade de Gravataí (RS), após deixarem Santa Catarina. Eles eram vizinhos de Luciani.
O homem de 27 anos usava um nome falso e estava foragido da Justiça de São Paulo, suspeito de participação em um latrocínio ocorrido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista. Segundo a investigação, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, possivelmente dentro do próprio apartamento onde morava. O corpo teria permanecido no local até a madrugada de 7 de março, quando foi retirado e posteriormente esquartejado antes de ser descartado na área rural de Major Gercino.
Até o momento, a Polícia Civil continua investigando a dinâmica exata do crime onde ocorreu o homicídio, como o corpo foi transportado e qual foi a participação de cada suspeito.
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