
Corretora esquartejada e homem encontrado morto em mala viviam na mesma pousada em Florianópolis. Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, foi encontrado morto em uma mala na praia do Santinho, em Florianópolis, e Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, corretora esquartejada pelos vizinhos na Grande Florianópolis, moravam na mesma pousada. A informação foi confirmada pela Polícia Civil na quinta-feira (19). “Fizemos várias diligências a respeito de um rapaz que morava na mesma pousada de Luciani e que havia desaparecido misteriosamente em dezembro. Confirmamos, por meio de exames de arcada dentária, que se tratava de Alberto”, relatou o delegado Anselmo Cruz, da Delegacia de Roubos e Antissequestro.
Alberto era natural de Laranjal Paulista (SP), mesma cidade na qual o homem suspeito de matar e esquartejar Luciani cometeu um latrocínio pelo qual estava foragido desde 2022. As informações são do Cidade Alerta SC, da NDTV RECORD. O delegado Anselmo afirma que uma das linhas de atuação da Polícia Civil é analisar outros possíveis desaparecimentos na mesma região em Florianópolis. Segundo ele, o suspeito morava há pouco mais de um ano na capital catarinense e vivia na mesma pousada que Alberto e Luciani.
Corpo encontrado em mala foi identificado após três meses em Florianópolis
O corpo esquartejado em uma mala na praia do Santinho, no Norte da Ilha, havia sido encontrado em 28 de dezembro de 2025. A identificação, porém, ocorreu apenas três meses depois, na última quarta-feira (18). A confirmação de sua identidade veio através de um processo longo: depois de receber uma foto de que Alberto seria a possível vítima, a PCI-SC (Polícia Científica de Santa Catarina) realizou uma análise pericial sob a estrutura óssea facial do cadáver e identificou-o como sendo Alberto Pereira de Araújo. O delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios, declarou que a polícia investiga possíveis ligações com o caso da corretora assassinada e esquartejada em Florianópolis, devido às semelhanças entre os dois crimes.
Luciani era natural de Alegrete (RS) e morava sozinha em uma pousada na região norte de Florianópolis no bairro Santinho, onde trabalhava como corretora de imóveis. Ela foi vista pela última vez em 5 de março de 2026, quando teria desaparecido de seu apartamento. Nos dias seguintes ao desaparecimento, familiares começaram a desconfiar de que algo havia ocorrido. Isso porque receberam mensagens enviadas do celular da corretora com erros de português, considerado incomum pela família, o que levantou a suspeita de que outra pessoa estivesse se passando por ela. Diante disso, a família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento na segunda-feira (9).
Ainda no dia 9 de março, moradores da cidade de Major Gercino, a cerca de 100 quilômetros da capital catarinense, avistaram partes de um corpo em um córrego na zona rural do município. A Polícia Militar foi acionada em 11 de março, quando o corpo foi retirado do local e encaminhado para perícia. Enquanto isso, as investigações avançavam em Florianópolis. A polícia descobriu que, após o desaparecimento de Luciani, compras online estavam sendo realizadas com os dados e cartões da vítima. A retirada das mercadorias foi feita por um adolescente de 14 anos que morava no mesmo residencial que a corretora. Parte dos pertences de Luciani, como notebook e outros objetos, foi encontrada escondida em um apartamento desocupado do condomínio, que pertencia à mulher de 47 anos.
Com isso, três pessoas foram presas: uma mulher de 47 anos, inicialmente por receptação de bens da vítima, além do homem de 27 anos e da companheira dele, de 30 anos, que foram localizados e detidos em 12 de março, na cidade de Gravataí (RS), após deixarem Santa Catarina. Eles eram vizinhos da corretora esquartejada. O homem de 27 anos usava um nome falso e estava foragido da Justiça de São Paulo, suspeito de participação em um latrocínio ocorrido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista.
Segundo a investigação, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, possivelmente dentro do próprio apartamento onde morava. O corpo teria permanecido no local até a madrugada de 7 de março, quando foi retirado e posteriormente esquartejado antes de ser descartado na área rural de Major Gercino. Até o momento, a Polícia Civil continua investigando a dinâmica exata do crime onde ocorreu o homicídio, como o corpo foi transportado e qual foi a participação de cada suspeito.
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