
O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis registrou alta geral de 0,79% em fevereiro. O levantamento é realizado pelo Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas) da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e foi divulgado na quarta-feira (4).
Com o resultado do mês, o acumulado no ano atinge 1,21%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses soma 4,54%. Em comparação com fevereiro de 2025, a elevação percentual foi de 0,17. Mensalidade escolar e alimentação assumiram lugar de destaque nessa alta do custo de vida na capital catarinense.
O eixo da educação foi o que apresentou maior variação em fevereiro com aumento de 5,36%. O principal impacto veio dos cursos regulares, que subiram 8,61%, movimento típico do início do ano letivo. Em contrapartida, os itens de papelaria recuaram 5,24%.
Habitação também pressionou o orçamento das famílias, com alta de 0,99%. Aluguel e taxas subiram 1,42%, enquanto artigos de limpeza e materiais para pequenos reparos avançaram 1,34% e 1,30%, respectivamente.
Já o grupo artigos de residência teve elevação de 1,64%, influenciado principalmente pelo aumento nos preços de aparelhos eletrônicos (2,85%) e móveis (1,43%).
O grupo alimentação e bebidas registrou aumento de 0,48%. Dentro dele, a alimentação em domicílio avançou 0,88%, com destaque para hortaliças e verduras (4,65%). A couve-flor subiu 8%, a beterraba 5,95% e a alface 2,73%.
O feijão preto (6,17%), o milho de pipoca (6,60%) e a costela bovina (4,97%) estão entre os itens que mais subiram no mês.
Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter uma alta maior no custo de vida em Florianópolis. As frutas tiveram queda média de 0,41%, com destaque para o mamão, que recuou 10,40%. Panificados (-0,98%) e farinhas, féculas e massas (-1,16%) também ficaram mais baratos.
O transporte subiu 0,81% no custo em fevereiro. A principal influência veio do transporte público (1,80%), especialmente das passagens aéreas, que aumentaram 7,23%. Veículo próprio (0,66%) e combustíveis (0,50%) também registraram elevação.
Em saúde e cuidados pessoais, a variação foi mais moderada: 0,08%. Produtos e serviços de cuidados pessoais subiram 0,27%, enquanto itens farmacêuticos e óticos ficaram praticamente estáveis.
Entre os grupos que apresentaram retração, vestuário caiu 0,93%, puxado pela redução nos preços de roupas (-1,86%) e joias e bijuterias (-1,92%), apesar da forte alta em tecidos e armarinhos (15,53%).
Despesas pessoais também recuaram 0,34%, com quedas em recreação (-0,62%), fotografia e filmagem (-2,12%) e fumo (-0,34%).
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