
O dogging é uma prática sexual que se tornou um dos fetiches prediletos entre os cidadãos de Santa Catarina, especialmente em Florianópolis. O novo Censo dos Fetiches 2025, divulgado pela plataforma Sexlog, apontou esse interesse, embora a prática não seja legalizada no Brasil.
Perfis de usuários e legislação
Em 2025, na capital, foram registrados 1.387 novos cadastros no Sexlog, uma rede social para casais que buscam encontros sexuais. Os principais fetiches citados foram dogging, dotado, dominação e bondage.
As cidades de Joinville e Balneário Camboriú, com 925 e 629 novos usuários, respectivamente, destacam-se na lista de localidades que mais aderem ao dogging. A prática implica realizar atos sexuais em locais públicos, o que contraria a legislação brasileira.
Definição e implicações do dogging
O termo dogging, que surgiu no Reino Unido na década de 90, refere-se a encontros organizados frequentemente sob o pretexto de passear com cães. A prática atrai casais que apreciam o exibicionismo e o voyeurismo, além de solteiros em busca de experiências consensuais.
Embora seja popular, o Código Penal, no artigo 233, classifica a realização de atos obscenos em lugares públicos como crime, sujeitando os envolvidos a detenção de três meses a um ano e multa. Assim, o dogging, apesar de ser um fetiche procurado, pode trazer sérias consequências legais para os adeptos.