
Camila Fernanda Franca Pereira, acusada de matar o empresário Gustavo Sagaz, foi condenada a 26 anos e 4 meses em Tribunal do Júri realizado na quinta-feira (19), em Florianópolis.
A Justiça anulou a decisão do primeiro julgamento, que havia absolvido ela em 2024. O empresário foi encontrado morto na praia do Moçambique, em 29 de agosto de 2023, após um dia desaparecido. A investigação concluiu que ele foi sedado antes de levar 36 facadas. Camila era esposa da vítima.
A defesa de Camila, representada pelo advogado Alessandro Marcelo de Sousa, preferiu não se posicionar a respeito do resultado do júri. Camila foi acusada por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima) e por ocultação de cadáver, já que o corpo de Gustavo foi descartado em uma área de vegetação.
Pelo julgamento, Camila foi reconhecida como autora do crime do empresário morto a facadas, mas o júri decidiu que ela não devia cumprir pena.
A reviravolta do julgamento ocorreu no momento em que Camila foi dar seu depoimento. Ela relatou que, enquanto estava presa preventivamente, recebeu ameaças de morte para não revelar o verdadeiro culpado. ‘Esses elementos foram relevantes e, com certeza, influenciaram na decisão dos jurados’, declarou Sousa.
A promotoria recorreu da decisão do Tribunal do Júri por entender que foi contrária à prova dos autos, resultando em um novo julgamento marcado e realizado na quinta-feira (19). O júri foi composto por sete jurados, definidos por sorteio e diferentes daqueles do primeiro julgamento.
A Justiça considerou que o julgamento teve falhas que tornaram a decisão inválida, incluindo omissões e contradições que podem ter influenciado a decisão dos jurados. O advogado da família de Gustavo, Vinícius Varago, destacou a contradição entre o reconhecimento da autoria do crime e a decisão pela absolvição.
A conclusão da Justiça é de que Camila teria matado o próprio marido para conseguir o valor do seguro de vida e para ficar com os bens e a empresa do casal, o que gerou desentendimentos no casal.
Gustavo Sagaz foi encontrado morto na praia do Moçambique, com detalhes que a investigação apontou como fundamentais para a reanálise do caso.
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