
Com o futebol em colapso e crescente pressão institucional devido a erros repetidos de gestão, a mudança de rumo no Figueirense não é mais uma opção, mas sim uma questão de sobrevivência. O ambiente político do clube tornou-se um verdadeiro caldeirão, refletindo diretamente no desempenho dentro de campo.
Crise de gestão no Figueirense
Desde 2020, o Figueirense não conseguiu estabelecer uma gestão de futebol organizada. A falta de liderança, planejamento e critério nas escolhas resultaram em um ciclo contínuo de improvisos, erros e frustrações, agravadamente por problemas administrativos e atrasos salariais.
O único momento minimamente aceitável foi em 2022, quando o clube conquistou a Recopa e chegou à semifinal do Campeonato Catarinense. Porém, a falta de gestão para reforçar o elenco acabou custando o acesso à Série B nos últimos jogos.
Movimento político e protestos
A sequência desanimadora continuou em 2023, com uma campanha fraca no estadual e a ameaça de rebaixamento na Série C. Em 2024, a situação se agravou, e em 2025, o clube permaneceu na Série C quase de forma milagrosa.
A situação se tornou crítica em 2026, com o rebaixamento praticamente consumado no catarinense, e a reação política de torcedores surgiu na forma de um abaixo-assinado pedindo a destituição de membros da SAF. Esse movimento é natural em um ambiente empresarial, onde mudanças são exigidas quando os resultados são ruins.
As mudanças no Figueirense precisam ser conduzidas com responsabilidade, apresentando um plano de transição adequado após saídas inevitáveis. O Conselho Deliberativo, presidido pelo Dr. Antônio Miranda, terá um papel decisivo nesse processo, já que o futuro do Figueirense depende de decisões estruturais importantes nas próximas semanas.