
A Via Expressa da BR-282, principal cordão umbilical entre continente e ilha, tornou-se o maior monumento à falta de visão sistêmica da mobilidade na Grande Florianópolis.
A ampliação entregue em 2020, que prometia fôlego ao trânsito com a terceira faixa, rapidamente se revelou um paliativo saturado, confirmando que apenas adicionar asfalto não resolve o colapso de uma região em crescimento acelerado.
O erro histórico reside em tratar essa conexão vital apenas como um duto para veículos particulares, ignorando a urgência de um transporte público com faixas exclusivas e a implementação de ciclovias seguras que permitam micromobilidade em um trecho de curta distância.
Uma solução real exige que as prefeituras e o governo federal parem de remediar o ontem e passem a projetar o amanhã de forma integrada.
Sem priorizar o coletivo e o modal ativo, continuaremos presos a um modelo de desenvolvimento que insiste em alargar caminhos para um fluxo que já tem para onde escoar. Por fim, um spoiler: não há previsão de mudança em curto ou médio prazo.
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