
Trabalhadores dos Correios, em Florianópolis, entrarão em greve a partir desta quinta-feira (5). Em meio ao sucateamento da estatal em todo o País, a diretoria regional determinou o fechamento do Centro de Distribuição localizado no bairros Santa Mônica.
O movimento acerta em cheio cerca de 100 mil pessoas que eram atendidas em toda a região central. O volume de entregas terá que ser distribuído para as unidades localizadas no centro da Capital e no bairro Ingleses.
A partir desta quinta-feira (5), justamente as unidades que passaram a acumular as demandas da agência Santa Mônica estarão em greve, o que afetará cerca de 70% da população da Capital. Florianópolis, que antes tinha cinco agências pela cidade, estará operando com apenas duas por tempo indeterminado no Sul da Ilha e no continente, em frente à Marinha do Brasil, no bairro Estreito.
A promessa é que os trabalhadores façam um manifesto pela cidade, antes de se concentrar nas imediações da Praça 15. Josiel Reis, representante do Sintect-SC (Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina), resume o cenário: “O que estava ruim, só tende a piorar”.
A decisão do fechamento no bairro Santa Mônica partiu “de cima para baixo” e chegou aos funcionários no dia 23 de fevereiro. As portas não foram mais abertas dias depois, em 27. Além dos funcionários, que já são deficitários, existe a superlotação das unidades já existentes, segundo o líder do sindicato.
A condição do efetivo é crítica. Temos funcionários e cartas paradas desde 2025. Nos últimos anos, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) enfrentou uma tempestade que colocou sua eficiência em xeque, composta por déficit financeiro e gestão, sucateamento e greves, e ameaça de privatização.
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