
Um hacker apontado como integrante de uma organização criminosa especializada em invadir sistemas bancários foi preso em uma cobertura de luxo em Florianópolis na manhã de quinta-feira (26). O homem era foragido e fazia parte de um esquema que extorquia instituições para não divulgar informações sensíveis de clientes, com pedidos de “resgate” que chegavam a 50 bitcoins, o equivalente a quase R$ 7 milhões. A prática criminosa é conhecida como ransomware.
Além das invasões e extorsões, o grupo desviava milhões de reais das contas bancárias. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Capturas da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais).
As investigações se iniciaram com apreensões realizadas pela Polícia Civil de São Paulo na Baixada Santista. Na ocasião, dispositivos eletrônicos foram coletados, mas o suspeito não havia sido localizado nos endereços vinculados a ele. Após a análise dos materiais e o envio das informações ao Distrito Federal, a Justiça daquela região expediu o mandado de prisão.
A ordem judicial só foi cumprida nesta quinta-feira (26) após novas apurações que rastrearam o paradeiro do criminoso na capital catarinense. Segundo os registros, o hacker preso em Florianópolis já possuía ocorrências anteriores por violência doméstica e medidas restritivas, mas ainda não constavam ordens de prisão em seus registros judiciais até o desfecho desta operação.
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