sexta-feira, 20 de março de 2026
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Investigação de homicídios em Florianópolis: ligação entre os casos de Luciani e Alberto

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 20 DE MARçO DE 2026, ÀS 14:50
Retrato de duas pessoas em poses distintas, uma segurando um celular e a outra sorrindo em um ambiente de praia.
Alberto e Luciani moravam na mesma pousada, assim como suspeito pela morte dacorretora (Foto: Reprodução) - Investigação de homicídios em Florianópolis: ligação entre os casos de Luciani e Alberto

A Polícia Civil busca entender se o caso que envolve o corpo de Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, encontrado esquartejado dentro de uma mala na praia do Santinho, em Florianópolis, no final de 2025, tem relação com o caso da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada no início de março deste ano. Na quarta-feira (18), a Delegacia de Homicídios afirmou que a investigação sobre o caso da mala irá ser reiniciada a partir da identificação do corpo do jovem.

Em vista disso, o NSC Total montou perguntas e respostas que buscam esclarecer ao leitor o que se sabe, até o momento, sobre uma possível relação entre os dois casos.

QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS LIGAÇÕES ENTRE OS DOIS CRIMES?

Até esta sexta-feira (20), a Polícia Civil já havia identificado as seguintes ligações entre os dois casos: Semelhança entre os crimes, especialmente quanto à forma de execução e ao modo de abandono dos corpos; a mala foi descartada perto do conjunto residencial onde Luciani, Alberto e os suspeitos de assassinarem a corretora moravam; Alberto era natural de Laranjal Paulista, mesma cidade de um dos investigados pelo envolvimento na morte da corretora. Segundo o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios, a investigação busca, agora, saber se há um paralelo entre as mortes, mas ainda não há nenhum indício comprovado que vincule os dois casos.

CASO LUCIANI X CASO ALBERTO

Luciani era corretora de imóveis e foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis. Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário. O boletim de ocorrência foi registrado apenas na segunda-feira (9), após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.

Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani. Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes. A dona do residencial onde Luciani morava foi presa na quinta-feira (12) pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março. Um casal, que estava tentando fugir para o Rio Grande do Sul, e também é suspeito de envolvimento no crime, também foi preso. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.

Já em relação caso de Alberto, o corpo dele foi encontrado em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no dia 28 de dezembro de 2025. Banhistas que passavam pelo local perceberam uma mala com cheiro forte, e acionaram os guarda-vidas. Dentro da mala, foram encontrados sacos com um corpo em decomposição. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foi acionado por volta das 17h daquele dia para checar um possível corpo no início da trilha de acesso ao Costão, na Praia do Santinho, no Norte da Ilha. A mala estaria presa entre as pedras na orla da praia. Ao abrir a bagagem, as equipes se depararam com sacos com um corpo em estado avançado de decomposição.

Na ocasião, não era possível identificar o gênero ou a idade da vítima. Foi apenas na tarde de quarta-feira que a identificação foi concluída. Segundo a Polícia, a identificação levou tempo justamente porque não houve correspondência com registros de pessoas desaparecidas e, por consequência, nenhum reconhecimento de familiares ou pessoas próximas.

Redação Notícias Floripa
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