Sete em cada dez suínos abatidos em Santa Catarina vêm de uma única região. O Grande Oeste catarinense domina a produção e concentra cerca de 70% de todo o volume estadual, sustentando uma cadeia bilionária.
Em 2025, o estado abateu 18,4 milhões de suínos, com crescimento de 2,7%, consolidando a liderança nacional na produção de carne suína. A cadeia também avançou em valor: foram R$ 1,85 bilhão em receita, alta de 9,4% e o melhor resultado da série histórica.
Dados do Observatório Agro Catarinense, da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), evidenciam a força do setor no estado. Em 2025, três regiões concentraram 12,9 milhões de suínos abatidos: Meio-Oeste: 5,88 milhões, Extremo-Oeste: 4,31 milhões e Oeste: 2,79 milhões.
Outra informação relevante é que 89,5% dos animais abatidos passaram pela inspeção catarinense em 2025. O número de suinocultores, contudo, caiu de forma significativa, passando de 6.666 em 2025 para 3.653 em 2026.
Santa Catarina é referência mundial em sanidade animal. O estado não registra casos de febre aftosa desde 1993 e, desde 2007, é reconhecido como zona livre da doença sem vacinação. Esse diferencial permitiu acessar mercados altamente exigentes, como Japão e Coreia do Sul, impulsionando as exportações.
Em 2025, o estado exportou 748,8 mil toneladas de carne suína, alta de 4,1% em relação a 2024, o maior volume da série histórica. Além disso, atende mercados rigorosos, como Estados Unidos, Canadá e Coreia do Sul — um diferencial competitivo raro no país.
O avanço tecnológico e genético mudou o patamar da produção, aumentando a média de leitões por parto, que hoje chega a 14 a 15, devido ao controle sanitário e às exigências de biossegurança.
A receita acompanhou o avanço e também bateu recorde: R$ 1,85 bilhão, com crescimento de 9,4%.
