Um homem de origem russa, apontado como líder de um grupo criminoso, foi preso em Florianópolis, durante a “Operação Moscou”, da Polícia Civil de Santa Catarina. O homem liderava um esquema de tráfico internacional de drogas, que operava a partir de uma mansão de luxo em Jurerê Internacional. A operação foi deflagrada entre a tarde de quinta-feira (9) e a noite desta sexta (10).
De acordo com a investigação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o suspeito utilizava o imóvel de alto padrão como fachada para manter um laboratório clandestino de processamento e refinamento de cocaína. A localização, em um dos bairros mais valorizados da capital catarinense, teria sido escolhida estrategicamente para evitar suspeitas, devido à intensa circulação de pessoas e veículos na região.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram uma estrutura completa para a produção da droga, incluindo produtos químicos controlados, como ácidos sulfúrico e clorídrico, além de equipamentos laboratoriais e matéria-prima. Um veículo avaliado em cerca de R$ 150 mil foi apreendido, além de uma quantidade significativa de cocaína já processada e cerca de R$ 200 mil em dinheiro, em diferentes moedas.
As investigações tiveram início após uma denúncia anônima que levou à prisão de um homem no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, na quinta-feira. Ele foi flagrado ao tentar embarcar com drogas escondidas no corpo, no método conhecido como “mula humana”, quando a pessoa usa do próprio corpo para transportar a droga, causando riscos ao organismo. A suspeita é de que o entorpecente teria como destino final a cidade de Moscou, na Rússia.
Segundo a Polícia Civil, o grupo apresentava uma estrutura organizada, com divisão de funções que incluía produção da droga, recrutamento de transportadores e envio para o exterior.
A operação mobilizou equipes de diferentes setores da DEIC, além do apoio de cães farejadores, que auxiliaram na localização dos entorpecentes. Um veículo avaliado em cerca de R$ 150 mil também foi apreendido.
O homem preso no aeroporto teve a prisão convertida em preventiva. Já o suspeito apontado como líder do esquema foi autuado em flagrante e encaminhado à sede da DEIC, onde permanece à disposição da Justiça.


