
Uma mulher identificada como Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, segue desaparecida desde a última quarta-feira, 4 de março. Ela foi vista pela última vez em Florianópolis.
De acordo com a PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), o veículo da vítima foi visto circulando pelo Norte da Ilha, às 2h da manhã, depois às 4h da manhã na Via Expressa (BR-282) e por volta das 9h da manhã entrando na Ponte Pedro Ivo Campos.
Matheus Estivalet, irmão da vítima desaparecida, contou que começou a notar um comportamento estranho nas mensagens que ela enviava e por não atender as ligações. “No domingo as minhas irmãs me ligaram junto com a minha mãe, já num tom apavorado, falando que a minha irmã não atendia, aí eu comecei a tentar ligar, não consegui retorno. Neste dia ela estava recebendo as mensagens ainda normalmente, só que a gente não estava tendo retorno”, disse em entrevista.
Como estava sem notícias da irmã, Matheus — que mora em Itapema, no Litoral Norte — veio para Florianópolis e foi até o apartamento de Luciani, junto de colegas do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), onde viram que o apartamento não recebia pessoas há alguns dias. “Eles falaram que não vem ninguém há dias pelo fato de ter muita fruta em decomposição, comida podre”, relatou.
Na segunda-feira (9), Luciani mandou uma última mensagem para a família. O longo texto dizia que “pessoas tendem a se meter na minha vida, principalmente o espaço borrado”. Na mensagem ela diz ainda estar com medo da pessoa e achava que iria viajar para o Paraguai e passar um tempo no país com uma amiga.
No trecho seguinte a mulher desaparecida comete alguns erros de português, que levantaram ainda mais as suspeitas de que outra pessoa teria escrito a mensagem. “Só pesso que me respentem e me deixem em paz…. não passe informações para o espaço borrado porque ele anda me persiguindo por causa de ciúmes porque estou com outra pessoa”, escreveu na mensagem.
Ainda em relato ao ND Mais, o irmão da mulher desaparecida disse que foi informado pelas autoridades que haviam sido feitas movimentações financeiras nas contas de Luciani, além da aprovação de um empréstimo de R$ 20 mil. Ele conta ainda que o veículo de Luciani Aparecida foi visto por último em São João Batista, na Grande Florianópolis.
Ao ND Mais, o irmão da vítima conta que também irá na Polícia Científica de Santa Catarina para realizar identificação no corpo de uma mulher que foi encontrado às margens de um rio em Major Gercino, também na Grande Florianópolis. “Depois que vi as notícias desse corpo encontrado, estou ficando sem esperanças. Eu vou amanhã lá na Polícia Científica. Estamos apreensivos”, finaliza.
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