
O preá-de-Moleques-do-Sul, um dos mamíferos mais raros do planeta, reside exclusivamente em Santa Catarina. Esta espécie é reconhecida como o mamífero com a menor distribuição geográfica do mundo, habitando apenas uma das ilhas do Arquipélago de Moleques do Sul, localizada a aproximadamente 8 quilômetros da costa sul de Florianópolis.
População e características da espécie
A ilha tem cerca de 10 hectares, mas os preás ocupam aproximadamente 4 hectares do total. A população da espécie é extremamente reduzida, com estimativas variando de 40 a 60 indivíduos, podendo diminuir para cerca de 20 em períodos críticos, conforme informações do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina.
Pequenas alterações climáticas, a escassez de alimento e impactos externos podem ameaçar a sobrevivência do preá-de-Moleques-do-Sul. Este mamífero herbívoro é aparentado à capivara e ao porquinho-da-índia, apresentando uma expectativa de vida média que varia de dois a quatro anos.
Conservação e desafios enfrentados
O arquipélago onde vive o preá é parte do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior unidade de conservação catarinense. Esta área é classificada como zona intangível, o que impede o desembarque do público em geral, permitindo acesso apenas a pesquisadores autorizados e órgãos ambientais.
A introdução acidental de doenças, parasitas, espécies invasoras ou mesmo um incêndio representa um grande risco para a espécie. Para garantir a proteção do preá-de-Moleques-do-Sul, o Plano de Ação Estadual para a conservação da espécie foi criado em 2018, com a colaboração do Instituto Tabuleiro e do IMA-SC, contando ainda com o apoio da Polícia Militar Ambiental e da Marinha do Brasil.