quarta-feira, 25 de março de 2026
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Morre Clóvis de Oliveira Nosse, ex-delegado do Gaeco em SC

Redação Notícias Floripa
Redação Notícias Floripa EM 24 DE MARçO DE 2026, ÀS 17:05
Homem com barba e cabelo curto usa terno escuro e óculos escuros, em frente a um pôr do sol.
Foto: Reprodução/MPSC/ND Mais - Morre Clóvis de Oliveira Nosse, ex-delegado do Gaeco em SC

Clóvis de Oliveira Nosse foi delegado do Gaeco em SC. O ex-delegado de Polícia Civil, Clóvis de Oliveira Nosse, morreu nesta terça-feira (24), em Florianópolis, aos 56 anos, após enfrentar um câncer no pâncreas. Ele tinha trajetória consolidada no combate ao crime organizado e atuou por mais de 15 anos no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) em Santa Catarina.

Segundo o procurador de Justiça Alexandre Reynaldo de Oliveira Graziotin, que coordenava o Gaeco à época em que Clóvis atuou, o delegado teve papel decisivo na estruturação e expansão do grupo no estado. “Ele foi fundamental em um momento em que ainda estávamos consolidando o modelo de atuação integrada”, afirmou ao ND Mais.

Clóvis ingressou no Gaeco em 2007 e permaneceu até 2023, quando se aposentou. Graziotin relembra que a chegada do delegado marcou uma virada na atuação do grupo. “A partir dele, conseguimos ampliar a estrutura, trazer mais policiais civis e regionalizar o Gaeco. O modelo que começou na capital passou a ser replicado em outras regiões do estado”, destacou.

Além da contribuição técnica, o procurador destacou características pessoais que marcaram a trajetória do delegado. “Era extremamente cauteloso, sereno, muito inteligente e comprometido com o trabalho”, afirmou. Segundo ele, Clóvis teve papel importante na integração entre instituições, em um momento em que ainda havia resistências. “No início, a gente tinha dificuldades de diálogo entre Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público. E ele conseguiu desenvolver conosco essa habilidade de trazer a conversa para o mesmo objetivo e sem vaidade, sem invejas, pelo contrário, unindo esforço.”, disse.

Após deixar o Gaeco, o delegado ainda atuou como instrutor na Academia de Polícia Civil, contribuindo na formação de novos profissionais. Pouco tempo depois, se afastou das atividades. De acordo com Graziotin, o diagnóstico da doença ocorreu já em estágio avançado. “Fomos informados de que se tratava de um tumor maligno no pâncreas, já com metástase”, relatou. Clóvis deixa uma esposa e dois filhos. A despedida será realizada no Cemitério Parque e Crematório Jardim da Paz, na tarde desta terça.

Redação Notícias Floripa
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