sexta-feira, 06 de março de 2026
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Papada te incomoda? Nem sempre é só gordura — entenda quando a criolipólise pode ajudar

Adriana Schramm
Adriana Schramm EM 5 DE MARçO DE 2026, ÀS 22:50
mulher branca de perfil com papada
Papada te incomoda? Nem sempre é só gordura — entenda quando a criolipólise pode ajudar

Em Floripa, a gente vive de praia, vento no rosto e foto ao ar livre. E é justamente na câmera frontal que a papada costuma chamar atenção. Quando o problema é gordura localizada abaixo do queixo, a criolipólise pode ser uma aliada sem cirurgia.

A criolipólise de papada tem sido procurada por quem deseja reduzir volume na região do queixo sem cirurgia. Entender quando ela é indicada faz toda a diferença no resultado.

Se você mora em Florianópolis, provavelmente já passou por isso: você tá linda, cenário perfeito (Beira-Mar, Lagoa, Jurerê, Campeche… escolha o seu), e pronto  — a papada resolve participar da foto. Antes de brigar com o celular, vale lembrar: a papada costuma ser resultado de uma combinação bem comum de gordura submentoniana (a gordurinha abaixo do queixo), flacidez de pele, genética e até hábitos de postura (sim, a vida no notebook também existe).

A criolipólise de papada entra aqui como um procedimento não cirúrgico que pode ajudar quando o principal vilão é gordura localizada nessa região — com resultado gradual e sem promessas mágicas.

Mas afinal, quando a criolipólise realmente faz sentido?

O que é criolipólise de papada (sem aula chata)

A criolipólise usa resfriamento controlado com um aplicador específico para a região abaixo do queixo. O alvo são os adipócitos (células de gordura), que são mais sensíveis ao frio do que a pele e outros tecidos ao redor. Esse estímulo pode desencadear um processo natural de redução gradual dessas células, conhecido como apoptose (morte celular programada).

Depois, o próprio organismo elimina gradualmente essas células com ajuda do sistema linfático e de células de defesa, como os macrófagos. Por isso o resultado é progressivo — nada de “saiu da sessão com queixo de capa de revista”.

Por que tantas pessoas consideram esse procedimento?

1) Redução de volume sem cirurgia

Para quem quer melhorar a papada sem bisturi, sem pontos e sem internação, a criolipólise pode ser uma opção quando existe gordura submentoniana palpável na região.

2) Contorno do rosto mais definido para fotos e vídeos

Com menos volume abaixo do queixo, a transição queixo–pescoço pode ficar mais “limpa”, valorizando a linha da mandíbula. É o tipo de diferença que aparece nas fotos ao ar livre e nas chamadas de vídeo — sem depender do ângulo “salvador”.

3) Resultado gradual (e com aparência natural)

Como o organismo precisa de tempo para fazer a “faxina”, a melhora costuma ficar mais evidente entre 8 e 12 semanas. Para muita mulher, isso é ótimo: muda de forma discreta, sem parecer que você “fez algo ontem”.

4) Pós-procedimento que costuma caber na rotina

Em geral, dá pra voltar às atividades no mesmo dia. Podem ocorrer vermelhidão, inchaço leve, dormência, sensibilidade e até um roxinho (principalmente pela sucção do aplicador), mas normalmente são temporários.

5) Alternativa para quem não quer agulhas ou procedimentos invasivos

Nem todo mundo quer injetáveis ou cirurgia. A criolipólise é uma alternativa “low profile” para tratar gordura localizada com uma abordagem mais tranquila.

6) Pode combinar bem com tratamentos de firmeza (quando precisa)

Em mulheres acima de 30 anos é comum ter gordura + flacidez. A criolipólise atua na gordura; já a firmeza depende de colágeno e elastina. Em alguns casos, um plano combinado (definido em avaliação) deixa o resultado mais harmonioso — especialmente quando a pele já perdeu um pouco de sustentação.

7) Boa previsibilidade quando a indicação é correta

Quando existe gordura palpável (a “dobrinha pinçável”) e o procedimento é feito com aplicador adequado e parâmetros seguros, os resultados costumam ser mais consistentes quando há indicação correta.

Gordura ou flacidez? Entenda a diferença

À primeira vista pode parecer tudo igual, mas a papada pode ter causas diferentes. Em algumas pessoas, há mais acúmulo de gordura na região inferior do rosto. Em outras, o que incomoda mais é a pele com menos firmeza. E muita gente tem um pouco dos dois.

Quando existe gordura na região, costuma haver um volume mais perceptível ao toque. Já quando a principal questão é flacidez, a sensação pode ser mais de pele soltinha do que de volume.

Mesmo assim, essa diferença nem sempre é tão clara sozinha. Por isso, a avaliação profissional é importante para entender o que está acontecendo e indicar o caminho mais adequado.

Porque gordura e flacidez não são a mesma coisa — e cada caso merece um olhar individual.

Ah, e um detalhe bem real da vida moderna (mesmo em Floripa): muito tempo olhando pra baixo (celular, notebook, dirigir) pode piorar a aparência do contorno. Não cria gordura sozinha, mas ajuda a papada a “se sentir em casa”.

Segurança: o básico que uma biomédica sempre avalia

Antes de qualquer procedimento, é essencial uma avaliação profissional para confirmar se a indicação é correta e checar contraindicações. Exemplos incluem histórico de reação ao frio, como urticária ao frio, e condições raras como crioglobulinemia. Segurança primeiro — sempre.

Se a sua ideia é melhorar o contorno do rosto sem cirurgia, a criolipólise pode entrar no radar — mas a decisão mais inteligente é começar pela avaliação. É ali que dá pra entender se a papada tem mais gordura, mais flacidez ou os dois, e qual caminho entrega um resultado bonito e seguro.

Informação é o primeiro passo para decidir com segurança.

 

A criolipólise é um procedimento estético não cirúrgico. A indicação e os resultados variam conforme as características individuais e devem ser definidos após avaliação profissional.

Adriana Schramm
Adriana Schramm

Dra. Adriana Schramm é biomédica formada pela UNIHAVAN – Centro Universitário e especialista em harmonização facial, com registro ativo no CRBM 013324. Com base em Florianópolis (SC), une técnica clínica sólida e visão estética refinada para resultados naturais e seguros. Com base acadêmica consolidada e constante atualização, a Dra. Adriana desenvolve protocolos personalizados de harmonização facial que respeitam a anatomia e as necessidades de cada paciente. Sua atuação é pautada em ciência, boas práticas clínicas e ética profissional.

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