A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) recebeu, nesta semana, o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, e o superintendente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Ricardo Miotto Ternus, para tratar de uma parceria estratégica voltada ao fortalecimento da regularização ambiental no meio rural. O objetivo é firmar um Acordo de Cooperação Técnica entre a SEMAE e o Sistema OCESC para capacitar profissionais que atuam diretamente no atendimento aos agricultores cooperados, com foco no novo sistema de gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o SICAR 2.0, o CAR Digital.
A proposta prevê que a SEMAE ofereça capacitações específicas para a rede de técnicos das cooperativas, que atuam em diferentes segmentos, especialmente no setor agrícola, prestando suporte aos produtores. A partir dessa formação, esses profissionais estarão aptos a orientar os agricultores na regularização e retificação dos seus Cadastros Ambientais Rurais (CAR), ampliando o alcance e a efetividade da política ambiental no estado. Também participou do encontro, o diretor de Regularização Ambiental da SEMAE, Bruno Beilfuss.
“A cooperação entre o poder público e o sistema cooperativista é um caminho fundamental para avançarmos em políticas ambientais mais efetivas e inclusivas. Ao capacitar técnicos que estão na ponta, apoiando diretamente os produtores rurais, ampliamos o alcance do CAR Digital e fortalecemos a regularização ambiental em todo o estado. Essa parceria representa um passo importante para conciliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade, promovendo uma transformação estruturante no meio rural catarinense”, destaca o secretário adjunto da SEMAE, Guilherme Dallacosta.
Como desdobramento da iniciativa, cada cooperativa deverá mobilizar seus cooperados para a realização de mutirões de atendimento, facilitando o processo de adequação ao CAR Digital. A estratégia será iniciada por meio de projetos-piloto. Para viabilizar a execução, o Sistema OCESC ficará responsável pela elaboração de um plano de trabalho a ser apresentado à SEMAE, detalhando as etapas da cooperação e as primeiras ações a serem implementadas.
Paralelamente, as duas instituições avançam na construção formal do acordo. A expectativa é que o termo de cooperação seja assinado durante um evento do sistema cooperativista previsto para o mês de junho, reunindo lideranças e representantes de cooperativas de todo o estado.
“O cooperativismo tem, em sua essência, o compromisso com o desenvolvimento sustentável e com o fortalecimento das comunidades onde está inserido. Essa cooperação com a SEMAE reforça o papel das cooperativas como agentes estratégicos na orientação dos produtores, contribuindo para a regularização ambiental e para a construção de um modelo de produção cada vez mais responsável. Quando unimos esforços, ampliamos resultados e geramos benefícios concretos para toda a sociedade”, complementa o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
Santa Catarina é o estado mais cooperativista do Brasil. Santa Catarina é o estado mais cooperativista do Brasil, com um modelo econômico pautado na união, colaboração e desenvolvimento sustentável. Segundo a OCESC, 58% da população, – cerca de 4,7 milhões de pessoas, está vinculada a uma das 236 cooperativas ativas no estado, responsáveis por mais de 100 mil empregos diretos. O setor segue em expansão, com crescimento de quase 10% no número de cooperados no último ano, além do aumento na geração de empregos e no faturamento.
CAR Digital em Santa Catarina.
Lançado pelo governador Jorginho Mello na segunda quinzena de fevereiro, como parte da estratégia de modernização da gestão ambiental em Santa Catarina, o CAR Digital marca um novo momento para o Cadastro Ambiental Rural no estado. Até o dia 25 de abril, o sistema estará em fase de implementação e migração para o SICAR 2.0, com reestruturação das bases de dados e dos fluxos de análise. Entre os principais ganhos estão a automatização dos processos, a redução do tempo de validação dos cadastros, maior padronização técnica e mais segurança jurídica, além de um sistema mais ágil, transparente e eficiente para produtores rurais e para a gestão pública.


