
A reunião do Conselho Deliberativo do Figueirense, marcada para a noite desta segunda-feira, promete ser decisiva para o futuro do clube na temporada 2026. A pauta prevê a análise e votação sobre a constituição do Comitê Gestor da SAF do Figueirense, com homologação ou destituição dos integrantes atuais.
A pressão pelos resultados ruins e pelo consequente rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Catarinense, e dos anos consecutivos de más campanhas na Série C, sugere que a votação termine em destituição do Comitê Gestor atual da SAF, que tem Paulo Prisco Paraíso na presidência e José Carlos Lages como um dos integrantes. Isso pode gerar uma reação em cadeia, com a renúncia do presidente do Figueirense, José Tadeu da Cruz, que é fiel ao grupo atual.
A negociação para investimento que está em curso entre a atual gestão e a Kactus Capital é o principal argumento do grupo comandado por Paulo Prisco Paraíso para tentar reverter o processo de destituição. O negócio está no prazo de diligência dos possíveis investidores, num prazo que termina domingo, dia 15.
A Kactus Capital, se apresenta como uma empresa de assessoria de capital e gestão de fundos, que vem atuando no mercado do futebol com antecipações de receitas para clubes. Apresenta um currículo com operações realizadas com sucesso no Atlético-GO, no Sport Recife, e no Ceará. Nestes clubes a Kactus operou com antecipação de recebíveis entre R$ 15 milhões e R$ 26 milhões.
O braço esportivo da Kactus é o ex-jogador Rodriguinho, que jogou no Corinthians e no Cruzeiro. A proposta da Kactus prevê pagamento de dívidas gerais e investimento no futebol do Figueirense.
O projeto da oposição também prevê a compra da SAF. Uma carta enviada ao presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, nesta segunda-feira, torna mais clara a proposta capitaneada pelo ex-presidente Edson Silva, que é quem assina esta carta. Entre os itens da proposta estão a compra de 90% da SAF do Figueirense, pagamento imediato do primeiro valor da Recuperação Judicial (em torno de R$ 14 milhões) e avaliação da quitação total da RJ, negociação da dívida com a CLAVE/LIFT, reestruturação do futebol do clube, com contratação de profissionais, e até investimento imobiliário futuro.
Na carta, Edson Silva escreve que “são empresários e fundos com capacidade profissional e financeira para viabilizar este projeto. Grupo que está motivado a assumir este desafio em prol de uma história centenária que não iremos deixar morrer“. Pelo que apurei nos bastidores o investimento também vai vir de um fundo, com aval de ex-presidentes e grande conselheiros alvinegros.
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