
O PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de Santa Catarina realizou, nesta quinta-feira (19), uma reunião com representantes de distribuidoras e sindicatos de postos de combustíveis para discutir sobre a atual situação de abastecimento no estado.
O representante da DIBRAPE (Distribuidora Brasileira de Petróleo), Rafael Evaristo, explicou que o setor vive, atualmente, o que chamou de “super demanda”. “O mês de março tem muita demanda de combustível no Brasil principalmente por causa da safra. A possibilidade da greve dos caminhoneiros gerou uma corrida aos postos para abastecer os veículos”, avalia.
Vicente Santanna, presidente do Sindópolis (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis da Grande Florianópolis), afirma que apesar da grande procura, a situação está ”dentro da normalidade” e o cenário está sendo monitorado. “Algumas faltas são pontuais e logo estão sendo sanadas pelas distribuidoras”, conclui.
“É momento de tranquilizar o consumidor. No momento não há informação de desabastecimento. Não há necessidade de filas nos postos, porque a alta procura pode impactar no preço final”, destaca Michele Alves, diretora do Procon estadual.
Durante o encontro, foram debatidos também os principais fatores que influenciam o preço final ao consumidor, entre eles a oferta nacional e internacional de combustíveis, os custos logísticos, a variação cambial, a necessidade de importação e os reflexos de eventos externos sobre o mercado.
Michele destacou a operação AEQUUS, deflagrada pelo Procon na última terça-feira em 13 cidades catarinenses junto com os Procons municipais, para monitorar preços e a prática de possíveis irregularidades. “Não vamos tolerar abusos principalmente neste momento de atenção que estamos vivendo. As denúncias podem ser encaminhadas aos Procons, onde nossos fiscais irão fazer as devidas apurações”.
Também nesta quinta-feira, o presidente da ANTC (Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga), Sérgio Pereira, decretou o fim da greve dos caminhoneiros em Santa Catarina após garantias de reivindicações dos trabalhadores. Entre as negociações com o Governo Federal, a categoria conquistou o endurecimento das regras para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete, uma das pautas principais da paralização, além de um decreto que prevê a fixação do preço de comercialização do diesel durante períodos determinados.
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