A Receita Federal em Florianópolis entrou no centro de uma apreensão de R$ 1,6 milhão após fiscalização sobre um ônibus de turismo retido em Santa Catarina no fim de setembro.
Segundo o órgão, a carga irregular incluía armas, munições, medicamentos, eletrônicos e 1 quilo de haxixe. O motorista, a droga e o armamento foram encaminhados à Polícia Federal.
O caso abre um novo flanco de atenção sobre rotas terrestres usadas para abastecer o mercado ilegal no estado, com mercadorias vindas do eixo de fronteira do Sul.
O que a Receita Federal encontrou no veículo
De acordo com a apreensão divulgada em 2 de outubro pela Receita Federal, equipes de Florianópolis e Blumenau atuaram no caso.
O ônibus saiu de Foz do Iguaçu, no Paraná, e tinha como destino final Indaial, em Santa Catarina.
Após a abordagem em Rio do Sul, o veículo foi lacrado e levado ao depósito da Receita em Itajaí para vistoria detalhada.
- 1 revólver
- 1 pistola
- 1 submetralhadora
- Munições e medicamentos
- 1 quilo de haxixe
O material escondido em fundo falso sob os bancos foi estimado em R$ 1 milhão. Já os eletrônicos sem documentação nas bagagens somaram quase R$ 600 mil.

Por que o caso ganhou peso em Florianópolis
A presença da equipe da capital catarinense mostra que Florianópolis não aparece apenas como destino turístico, mas também como base operacional em ações de repressão aduaneira.
Embora a retenção inicial tenha ocorrido no Alto Vale, a participação da unidade local reforça a integração entre diferentes pontos de fiscalização no estado.
Esse tipo de operação mistura combate ao contrabando, tráfico de drogas e circulação ilegal de armamento, temas que costumam mobilizar vários órgãos federais ao mesmo tempo.
- Receita Federal faz a apreensão administrativa
- Polícia Federal assume armas, munições e droga
- Mercadorias restantes seguem processo fiscal próprio
Impacto da rota e próximos desdobramentos
A origem em Foz do Iguaçu chama atenção porque a região é historicamente sensível para entrada de produtos irregulares no país.
Em outra frente recente, a Polícia Federal tem ampliado operações em Santa Catarina, sinalizando pressão maior sobre crimes transnacionais com reflexos diretos em Florianópolis.
O encaminhamento do motorista à PF indica que o caso pode avançar além da esfera tributária e alcançar investigações criminais sobre transporte, origem e destinatários da carga.
- Identificação completa dos responsáveis
- Perícia sobre armas e munições
- Apuração da cadeia de distribuição
- Destino administrativo das mercadorias
Enquanto isso, dados oficiais mostram que Florianópolis seguiu entre os aeroportos mais movimentados do Sul em 2026, cenário que amplia a importância logística da capital também no monitoramento federal.
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Editor: Marcelo Menezes
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