A Prefeitura de Florianópolis avançou na elaboração do Plano Municipal de Arborização Urbana, o PMArbo Floripa, ao consolidar em setembro o ciclo de oficinas territoriais e manter em curso o inventário viário.
O movimento ganha peso porque a capital aparece entre as cidades com menor arborização em áreas urbanizadas. Hoje, apenas 47,14% das vias públicas arborizadas integram esse recorte municipal.
Segundo a prefeitura, o plano é conduzido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e pela Floram, com foco em regras técnicas, participação social e adaptação climática.
Plano entra em fase decisiva após oficinas nas cinco regiões
O site oficial do PMArbo foi editado em 28 de setembro de 2026. Nele, o município informa que a construção do plano segue em andamento.
A página reúne o histórico do projeto e destaca que o ciclo de oficinas territoriais foi concluído em 8 de setembro, após encontros nas cinco regiões de Florianópolis.
Essa etapa serviu para coletar demandas locais sobre plantio, manejo, espécies adequadas e conflitos entre árvores, calçadas, rede elétrica e drenagem.
- diagnóstico da arborização atual;
- participação comunitária por região;
- definição de diretrizes técnicas;
- base para futuras intervenções urbanas.

Inventário de árvores deve orientar decisões futuras
Uma das frentes centrais do plano é o inventário da arborização viária. A prefeitura informa que esse trabalho começou em junho de 2026.
O levantamento deve subsidiar propostas para ampliação, manejo e proteção da vegetação nas ruas, com critérios mais técnicos para escolha de espécies e manutenção.
Na prática, o município tenta sair de ações pontuais e migrar para um planejamento permanente. O objetivo é transformar árvore urbana em infraestrutura verde.
O próprio PMArbo afirma que a iniciativa busca adequação ao decreto federal de Cidades Verdes Resilientes e ao Plano Nacional de Arborização Urbana, instituído pela Portaria GM/MMA nº 1.639/2026.
- mapear a arborização existente;
- identificar déficits por bairro e tipo de via;
- estabelecer padrões de plantio e manejo;
- abrir caminho para metas públicas futuras.
Por que o tema ganhou urgência em Florianópolis
Embora Florianópolis tenha ampla cobertura vegetal no território total, a distribuição é desigual. A vegetação se concentra mais em morros, parques e áreas naturais.
Nas ruas e calçadas, onde o pedestre sente calor, sombra e conforto térmico, o déficit é mais visível. Esse é o problema que o plano tenta atacar.
A prefeitura sustenta que o PMArbo será um marco para mitigar calor urbano, qualificar espaços públicos e organizar a expansão da arborização na capital.
Esse diagnóstico conversa com o dado de que Florianópolis tem baixa presença de arborização nas concentrações urbanas segundo o IBGE, apesar da imagem de cidade verde.
Se o cronograma avançar sem atrasos, os próximos meses devem definir as propostas concretas que orientarão plantios, reposições e manejo em Florianópolis.
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Editor: Marcelo Menezes
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