
Quaresma em ação pelo Avaí durante o clássico na Ressacada em 2025, o lateral está retornando ao elenco após se recuperar de lesão. A proximidade do dia 27 de março coloca o mercado doméstico do futebol brasileiro em estado de alerta. É a data limite para transferências de jogadores que disputaram os campeonatos estaduais e, portanto, a última oportunidade para ajustes mais pontuais dentro da realidade nacional. Transferências de estrangeiros não dá mais, janela fechou no dia 3 de março.
A partir daí, movimentações envolvendo atletas fora desse contexto passam a depender de análises específicas da CBF, o que naturalmente reduz a margem de manobra dos clubes. Em outras palavras: quem precisa corrigir elenco, precisa agir agora.
No caso do Avaí, o cenário é bastante claro. Há um reconhecimento interno de que o trabalho do técnico Cauan de Almeida, ao lado de Pedro Costa, foi positivo dentro das circunstâncias. Com limitações financeiras evidentes e um elenco montado majoritariamente com apostas, o desempenho ficou até superior ao do que se projetava.
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Mas o ponto central é outro. A Série B do Campeonato Brasileiro impõe um nível de exigência muito superior. Trata-se de uma competição longa, equilibrada e com adversários, em muitos casos, mais qualificados e testados em estaduais mais fortes. O Campeonato Catarinense, há anos, deixou de ser parâmetro técnico confiável, seja pelo baixo investimento, seja pela falta de atratividade econômica, o que impacta diretamente na competitividade.
Diante disso, a análise fria do elenco do Avaí indica uma necessidade evidente: qualificar. E aqui é importante reforçar — não se trata de quantidade, mas de qualidade. Não é inchar o grupo, mas trazer de cinco a seis jogadores capazes de elevar o nível técnico, com mais experiência e prontidão competitiva.
Sem isso, a tendência é de uma campanha voltada à permanência, e não ao acesso. Não podemos iludir o torcedor. E se entende as dificuldades pelo contexto financeiro atual, o que exige criatividade e um bom relacionamento com outros clubes que possam custear jogadores para manter na vitrine.
Enquanto o mercado não se concretiza, o clube encontra soluções internas. A volta de Quaresma, já em fase de transição, que pode atuar na lateral esquerda e no meio, e, de Del Piage, segundo volante que agrega qualidade ao meio-campo, além da recuperação do goleiro Igor Bohn, representam reforços importantes dentro do próprio elenco. São alternativas internas que ampliam o leque do treinador, ainda que não resolvam todas as lacunas.
SAÍDAS PODEM GERAR REPOSIÇÕES NO AVAÍ
O atacante Gaspar do Avaí está sendo cogitado no Caxias-RS. Por outro lado, há saídas. Gabriel Dias encerrou seu vínculo com o Avaí em fevereiro, após um período marcado por grave lesão, e não faz mais parte do grupo. Já o jovem João Pedro foi negociado em definitivo com o Blumenau, com o Avaí mantendo percentual sobre uma futura venda — movimento alinhado à estratégia recente do clube no mercado.
Ainda existe a possibilidade de novas baixas, como no setor ofensivo, que é o caso de Gaspar, cogitado para ir para o Caxias-RS, o que reforça a urgência por reposições. Além da necessidade de Cauan ter mais opções ofensivas. A lateral direita, a zaga pelo lado direito e o ataque seguem como setores que pedem intervenção.
Com a estreia na Série B se aproximando — e já diante de um adversário exigente como o Juventude — o Avaí precisa agir com criatividade e precisão, já que a receita está escassa. A janela está aberta, mas o tempo é curto. E, neste momento da temporada, errar menos é tão importante quanto acertar mais.
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