O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, em Florianópolis, colocou a doação de órgãos no centro da agenda local ao encerrar as ações do Setembro Verde com um workshop sobre tecido ocular.
A atividade ocorreu em 24 de setembro e reforçou o papel do HU-UFSC na rede pública de transplantes. A mobilização ganhou peso poucos dias antes do Dia Nacional da Doação de Órgãos.
No estado, a discussão também dialoga com a fila de pacientes. Segundo a Alesc, 840 pessoas aguardavam por transplantes em Santa Catarina na mobilização realizada em Florianópolis no domingo.
HU-UFSC amplia debate sobre transplantes
O workshop marcou o fechamento oficial da campanha no hospital federal ligado à UFSC e à rede HU Brasil. O foco foi a jornada do potencial doador até o transplante.
De acordo com o HU Brasil, o encontro discutiu doação de tecido ocular no auditório central do HU-UFSC, com programação das 8h30 às 12h.
A escolha do tema é estratégica. O processo de transplante depende de equipes integradas, protocolos clínicos, acolhimento familiar e logística rápida para viabilizar a captação.
- conscientização sobre autorização familiar;
- integração entre assistência e regulação;
- qualificação técnica para captação e transplante.

Rede pública envolve múltiplas etapas
Em outra frente da campanha, o hospital informou que diferentes profissionais e serviços acompanham pacientes e potenciais doadores em várias fases do cuidado pelo SUS.
Essa engrenagem inclui identificação do potencial doador, manutenção clínica, entrevista com a família, organização da retirada e encaminhamento para equipes transplantadoras.
No caso de Florianópolis, a estrutura hospitalar local tem relevância regional. A Secretaria de Estado da Saúde mantém o HU-UFSC na relação de estabelecimentos habilitados para transplantes.
Conforme a lista oficial catarinense, o HU-UFSC aparece entre os estabelecimentos transplantadores de Santa Catarina, o que sustenta sua posição na rede especializada.
- atendimento pelo SUS;
- estrutura universitária e assistencial;
- atuação em serviços ligados a transplantes.
Por que o tema ganha força em Florianópolis
O avanço da pauta na capital ocorre porque campanhas públicas costumam elevar informação qualificada e reduzir mitos que dificultam a conversa dentro das famílias.
Na prática, especialistas insistem em um ponto: a intenção de doar precisa ser conhecida pelos parentes, já que a autorização familiar segue decisiva no processo.
O movimento do HU-UFSC também mostra um ângulo diferente da cobertura local. Em vez de obras, clima ou política, a notícia do dia expõe um serviço de saúde com impacto direto na vida de pacientes.
- informar a família sobre o desejo de doar;
- buscar canais oficiais para orientação;
- acompanhar campanhas públicas de conscientização.
Ao transformar o Setembro Verde em mobilização prática, Florianópolis recoloca o debate sobre transplantes em um campo objetivo: salvar vidas depende de informação, confiança e resposta rápida da rede hospitalar.
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Editor: Marcelo Menezes
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