Drone flagra orgia nas trilhas da praia da Galheta, em Florianópolis

Vários homens foram flagrados praticando atos sexuais em meio às trilhas e à vegetação da praia da Galheta, em Florianópolis. O registro foi realizado por um drone no feriado de Páscoa, no domingo (5), e compartilhado nas redes sociais.

As imagens aéreas são acompanhadas de uma narração irônica que descreve a cena como uma “caça aos ovos”. A gravação mostra diversos homens – duplas, trios e até cinco pessoas – em atos sexuais a céu aberto nos caminhos de acesso à praia, que é conhecida pela prática do naturismo.

No vídeo, a narração, feita com inteligência artificial, afirma que “todo mundo está feliz com o chocolatinho na boca”. “Não precisa ser só Páscoa. Feriados, qualquer dia, a galera do naturismo vai estar te esperando. Aqui a Páscoa é o ano inteiro”, conclui.

Em outro episódio semelhante, registrado há duas semanas, a Secretaria de Segurança Pública de Florianópolis informou ao ND Mais que realiza rondas e fiscalização na região. “Infelizmente, é impossível empenhar guarnições da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) apenas para este fim diariamente”, destacou.

Em março de 2025, a vice-prefeita de Florianópolis e secretária da SMSOP (Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública de Florianópolis), Maryanne Mattos, declarou que a comunidade da Galheta criou um “mapa do sexo” a partir de flagrantes ou rastros de sexo explícito na região, como preservativos e lenços umedecidos deixados em alguns pontos.

No documento, haviam pontos marcados com um alfinete amarelo, lugares onde teriam sido registradas as evidências, além de “rotas clandestinas” indicadas em linhas laranjas, que teriam sido abertas por praticantes de sexo ao ar livre, culminando em moitas e áreas de vegetação mais densa.

A partir disso, a SMSOP promoveu uma batida na praia, com apoio da Guarda Municipal, da Polícia Militar e da comunidade, para fiscalizar e inibir atos ilegais ao longo da Galheta.

A AGAL (Associação Amigos da Galheta) defende o naturismo na região como uma prática cultural e aponta que os problemas não estão ligados aos adeptos do naturismo: “Os naturistas não são e nem nunca foram os causadores dos problemas e crimes ocorridos na Galheta. Muito pelo contrário. Somos sempre as vítimas dos crimes de assédio sexual, furto, roubo, assalto à mão armada, ato obsceno, atentado violento ao pudor, estupro e homofobia”, aponta a associação.

A discussão sobre a prática de naturismo na praia da Galheta, em Florianópolis, ganhou um novo capítulo na Justiça. Em março deste ano, um habeas corpus preventivo foi aprovado para impedir autoridades policiais de prender ou conduzir frequentadores apenas pela prática de naturismo na faixa de areia e no mar. A decisão do TJSC proíbe prisões pela prática de naturismo na faixa de areia e no mar da Galheta, reconhecendo a tradição naturista do local, praticada desde o final da década de 1970, desde que os praticantes sigam alguns limites. A nudez social, contudo, não deve ser estendida às trilhas, costões, áreas de vegetação, estacionamentos ou regiões próximas ao acesso da praia.

Redação Notícias Floripa
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