
Comemoração dos jogadores do Figueirense no gol de Igor Bolt contra o Azuriz pela Copa do Brasil. A última rodada do quadrangular do descenso do Campeonato Catarinense coloca o Figueirense diante de um cenário devastador e de improvável permanência na elite do catarinense. A equipe alvinegra enfrenta o Carlos Renaux nesta sexta (6), às 20h, no Scarpelli, precisando fazer a sua parte dentro de campo e, ao mesmo tempo, torcer por uma combinação de resultados para tentar escapar do rebaixamento.
A missão já seria complicada por si só, mas ganha contornos ainda mais difíceis pelas ausências que o técnico Márcio Zanardi terá para montar o time. Zanardi não poderá contar com os jogadores que foram contratados recentemente e que atuaram na partida da Copa do Brasil contra o Azuriz. É o caso de Lucas Dias, que retornou de empréstimo, além dos atacantes Lucas Alves e André Martins. O zagueiro Leonan também está fora. Todos ficam impedidos de atuar porque a janela de inscrições para o Campeonato Catarinense já havia sido encerrada. Como se não bastasse, o Figueirense também não terá o lateral Arthur Henrique, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
Por outro lado, o treinador ganha duas opções importantes de retorno: o lateral-direito Léo Maia e o volante Breno. A tendência é que Zanardi mantenha a base da equipe que vinha atuando neste quadrangular e que conquistou a vitória por 3 a 0 sobre o Joinville, fora de casa. A provável formação teria Fabrício no gol; Léo Maia, Felipe Santiago, Jhonnathan e Wesley na defesa. No meio-campo, Jean Mangabeira, Rafinha Potiguar, Pajé e Igor Bolt. No ataque, Maiky e Kayke.
Dentro das opções disponíveis, é um desenho que pode potencializar o aspecto ofensivo da equipe. Afinal, o Figueirense não precisa apenas vencer o Carlos Renaux. Também precisa tirar uma diferença de dois gols no saldo que hoje favorece o Marcílio Dias. Além disso, o time ainda depende de uma derrota do próprio Marcílio diante do Joinville, em Itajaí.
O cenário é extremamente difícil. Primeiro porque o Carlos Renaux também luta pela permanência, tem a mesma pontuação do Marcílio Dias e já venceu o Figueirense na estreia do estadual. Mas o Alvinegro precisa manter a evolução que vem apresentando nas últimas partidas. Mesmo na derrota para o Marcílio Dias, até a expulsão de Breno o time mostrava intensidade, pressão na saída de bola e mais agressividade ofensiva.
Essa evolução continuou diante do Joinville, especialmente depois do gol de Kayke Moreno, quando a equipe cresceu no jogo e construiu a vitória por 3 a 0. Na Copa do Brasil, mesmo com outra formação, o time mostrou ainda mais atitude e volume ofensivo.
Claro que o próprio Figueirense se colocou nessa situação por uma campanha muito fraca e vexatória. Nesta sexta (6), o Figueira não depende apenas de si e o desempenho pífio do Joinville até aqui não inspira grande confiança para vencer o Marcílio em Itajaí. Ainda assim, como diria o cronista Nelson Rodrigues, o futebol sempre guarda espaço para o “Sobrenatural de Almeida”. Onde o impossível, se torna possível.
Só que sejamos francos, não dá para iludir o torcedor, é improvável que ocorram as combinações. É improvável, é difícil, mas o Figueirense precisa primeiro fazer a sua parte contra o Carlos Renaux. Depois disso, resta torcer para que o imponderável entre em campo e que os deuses do futebol ajudem o Joinville a surpreender em Itajaí.
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