
O Figueirense se prepara para um confronto sem margem de erro contra o Marcílio Dias, essencial para a manutenção no campeonato. A equipe precisa urgentemente transformar suas escolhas em reações efetivas no campo.
Pressão sobre Márcio Zanardi
Márcio Zanardi, que conta com apenas três partidas no cargo, enfrenta uma situação crítica, pois a pressão aumenta a cada jogo. Ele precisa reverter o cenário desafiador que já se encontra problemático.
O Figueirense também luta para não repetir a experiência da Série C do ano passado, onde teve que evitar o descenso em três jogos finais. Naquela época, o então diretor de futebol Daniel Kaminski trouxe Elio Sizenando, que conseguiu vencer dois dos três jogos, garantindo a permanência do clube com uma rodada de antecedência.
Desempenho e estratégias
Diferenças salientes surgem agora, já que Zanardi, após três confrontos, viu um desempenho inconsistente, com duas derrotas e uma vitória. Com quatro pontos, um deles por bonificação, o Figueirense está a três pontos do Marcílio Dias, o que torna essa partida vital para a reabilitação.
A maior preocupação do Furacão reside na sua produção ofensiva, que demonstra falta de efetividade e agressividade. Para melhorar seu desempenho, a equipe deve explorar as características de seus jogadores em posições que maximizem sua performance.
Igor Bolt, por exemplo, tem melhor aproveitamento atuando como ponta, utilizando sua força e velocidade. Felipe Augusto e Kayke poderiam formar um trio ofensivo eficaz junto a ele, enquanto Arthur Henrique deve ter liberdade criativa ao lado de Dudu.
Se Dudu não tiver condições de jogo por mais de 60 minutos, o ideal é que ele comece e jogue até onde conseguir. Ter jogadores que impulsionem o jogo ofensivo se torna crucial nesse momento.
Nas laterais, opções como Wesley e Léo Maia precisam ser exploradas ao máximo para potencializar as jogadas. Por sua vez, Jean Mangabeira é crucial para manter o equilíbrio defensivo, protegendo a zaga contra possíveis ataques.
Zanardi não deve ser rotulado como o culpado pela situação, porém, é responsabilidade dele identificar problemas e propor soluções. Ele precisa aproveitar a semana de treinamentos para configurar um time que equilibre posse de bola, finalizações e uma defesa robusta.
A vitória sobre o Marcílio Dias não é apenas desejada, mas uma questão de sobrevivência. O treinador deve ser estratégico em suas escolhas, pois decisões equivocadas podem custar a permanência do Figueirense no campeonato.