A Prefeitura de Florianópolis avançou em julho na elaboração do Plano Municipal de Arborização Urbana, um projeto que ganhou tração após novas oficinas técnicas e o início do inventário da vegetação viária.
O tema entrou no radar da capital em meio à pressão por adaptação climática, drenagem urbana e qualificação dos espaços públicos, áreas já sensíveis em uma cidade marcada por eventos extremos.
Segundo a plataforma municipal de planejamento, a terceira oficina institucional validou diretrizes do PMArbo Floripa, encerrando o primeiro ciclo técnico dentro da Prefeitura.
Plano entra em fase de consolidação
A oficina foi realizada em 30 de junho e teve publicação oficial em 17 de julho de 2026.
Participaram secretarias municipais, Floram, Celesc, Casan e Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, num desenho intersetorial que indica impacto além do paisagismo.
O objetivo formal do plano é orientar planejamento, implantação, manejo, conservação e expansão qualificada da arborização urbana no município.
Na prática, a proposta tenta reduzir conflitos entre árvores, fiação, calçadas, drenagem e circulação.
- Planejamento de longo prazo para as vias urbanas
- Critérios técnicos para manejo e expansão
- Integração entre concessionárias e órgãos públicos
- Ênfase em educação ambiental

Inventário vira base para decisões futuras
O passo seguinte é o diagnóstico mais detalhado da arborização existente.
Em publicação de 20 de julho, a rede municipal de planejamento informou que o inventário da arborização viária começou em junho e servirá de base para propostas do PMArbo.
Esse levantamento tende a indicar onde faltam árvores, quais espécies predominam e onde há incompatibilidade com infraestrutura urbana.
Também deve ajudar a priorizar bairros com ilhas de calor, baixa cobertura vegetal e maior vulnerabilidade a enxurradas.
- Mapeamento da vegetação existente
- Identificação de conflitos urbanos
- Definição de diretrizes por região
- Formulação de propostas para expansão
Pressão climática reforça urgência
A discussão sobre arborização ganhou peso extra num contexto de atenção crescente para riscos climáticos em Santa Catarina.
No início do mês, a Alesc convocou debate público em Florianópolis após a Defesa Civil estadual apontar probabilidade superior a 80% de formação do El Niño entre julho e agosto de 2026.
Embora o plano de arborização não seja uma resposta isolada a esse cenário, ele conversa com temas como conforto térmico, permeabilidade urbana e resiliência territorial.
A etapa seguinte, segundo a Prefeitura, será levar o diagnóstico às comunidades, com oficinas territoriais voltadas às particularidades de cada região da cidade.
O que muda para Florianópolis
Se sair do papel com execução contínua, o PMArbo pode redefinir como a capital planta, conserva e substitui árvores nas ruas.
O impacto esperado inclui ganho ambiental, padronização técnica e menos decisões improvisadas em podas, remoções e compensações.
Para uma cidade que cresce sob pressão imobiliária e climática, o avanço do plano sinaliza que arborização deixou de ser tema ornamental e passou a integrar a agenda estrutural de Florianópolis.
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