Florianópolis entrou em outubro de 2026 com um novo ativo político e econômico: o título de cidade mais criativa do Brasil em um ranking nacional recente.
O reconhecimento saiu do debate simbólico e passou a ser usado pela prefeitura como vitrine para atrair eventos, investimentos e negócios ligados à inovação.
Segundo o levantamento, Florianópolis liderou o Índice de Cidades Criativas 2026 com 74,6 pontos, à frente de cidades como Niterói, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo.
O que colocou Florianópolis no topo
O estudo avaliou 50 municípios brasileiros e mediu desempenho em 22 indicadores ligados à economia criativa, infraestrutura cultural e experiência oferecida ao público.
A capital catarinense foi a única a superar a marca de 70 pontos, resultado que reforça sua posição nacional em cultura, turismo, tecnologia e empreendedorismo.
Na prática, o ranking combina negócios criativos, empregos, ambiente inovador, atividades artísticas e acesso a experiências culturais.
- Negócios e empregos criativos
- Infraestrutura cultural e turística
- Ambiente favorável à inovação
- Satisfação de visitantes

Como a prefeitura tenta transformar o selo em resultado
O reconhecimento chega num momento em que a gestão municipal tenta ampliar o uso econômico de ativos urbanos e culturais.
Um exemplo é a concessão do CentroSul, cuja modelagem previa gestão, operação e exploração comercial do centro de convenções de Florianópolis para fortalecer a agenda de feiras, congressos e encontros de negócios.
A aposta é que criatividade, turismo e inovação funcionem de forma integrada, aumentando circulação de visitantes e consumo em diferentes setores da cidade.
Esse movimento também ajuda a prefeitura a vender Florianópolis como destino para eventos técnicos, científicos e experiências urbanas com apelo nacional.
Por que o tema ganha peso agora
Diferentemente de pautas emergenciais, como chuva, trânsito ou operações policiais, o ranking mexe com a imagem de longo prazo da capital.
O resultado ainda conversa com outro objetivo municipal: reposicionar Florianópolis como polo de economia criativa e serviços de maior valor agregado.
No ambiente institucional da prefeitura, a cidade também tem reforçado ações de planejamento e mobilidade, como mostra a atualização recente do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, editada em 2 de outubro de 2026.
- Ganhar visibilidade nacional
- Atrair eventos e investimento privado
- Conectar turismo, cultura e inovação
- Converter reputação em atividade econômica
O que observar daqui para frente
O principal teste será transformar o título em agenda permanente, e não apenas em peça de divulgação institucional.
Se o reconhecimento vier acompanhado de novos eventos, concessões e políticas urbanas, o impacto pode ir além da reputação e alcançar emprego, renda e arrecadação.
Por enquanto, o ranking dá à capital um argumento forte num momento em que cidades brasileiras disputam atenção, investimentos e protagonismo fora do eixo tradicional.
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Editor: Marcelo Menezes
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