
Florianópolis se destacou como a capital brasileira com o maior consumo de maconha entre estudantes de 13 a 17 anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) de 2024, divulgada nesta quarta-feira (25), o percentual da Florianópolis foi de 7,5% naquele ano, seguido por Porto Alegre com 5,5%.
Os números levaram em consideração o consumo da substância nos 30 dias anteriores à pesquisa, com um intervalo de confiança de 95%. Apesar de liderar entre as capitais, o uso diminuiu consideravelmente em relação a 2019, quando abrangia 9,4% dos estudantes da Florianópolis.
Entre as Unidades da Federação, as que apresentaram a maior prevalência do uso de maconha foram Espírito Santo (4,8%), Distrito Federal (4,5%) e São Paulo (4,1%). No ranking, Santa Catarina ocupa a sexta posição.
LÍDER NO CONSUMO DE DROGAS ILÍCITAS
Florianópolis também liderou entre as capitais com o maior percentual de estudantes que já experimentaram drogas ilícitas ao menos uma vez na vida, chegando a 15,6%. O número está acima da média das capitais (9,4%) e da média nacional (8,3%).
O uso dessas substâncias antes dos 13 anos foi relatado por 4,9% dos alunos, também maior do que o índice nacional (2,7%).
O consumo de drogas entre os 13 e 17 anos é mais prevalente entre as meninas: 17% já experimentaram substâncias ilícitas, contra 14,3% dos meninos. Elas também apresentam uma iniciação mais precoce, com 6,1% relatando o primeiro uso até os 13 anos, enquanto entre eles esse índice é de 3,7%.
Entre os estados, os maiores valores de consumo recente de álcool, entre 13 e 17 anos, ocorreram no Rio Grande do Sul (31,1%), em Santa Catarina (27,0%) e no Mato Grosso do Sul (24,3%). Santa Catarina também foi estado com a segunda maior porcentagem de adolescentes que já haviam experimentado bebida alcoólica alguma vez (62,8%), atrás apenas do Rio Grande do Sul (65,9%). A maior prevalência se encontra entre os estudantes meninos do estado (58,9%).
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