A Polícia Federal abriu um novo flanco de repressão ao mercado ilegal na região de Florianópolis ao deflagrar, em 9 de setembro, a Operação Vaper.
A investigação mira uma associação criminosa suspeita de importar, distribuir e vender cigarros eletrônicos na Grande Florianópolis, com ramificações em pelo menos quatro cidades.
Segundo a PF, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra cinco investigados, em uma ofensiva autorizada pela Justiça Federal.
Como a operação foi executada
As diligências ocorreram em Santo Amaro da Imperatriz, São José, Palhoça e Antônio Carlos, todos municípios do entorno da capital catarinense.
De acordo com a corporação, os alvos são suspeitos de integrar uma estrutura voltada ao contrabando e à circulação de dispositivos proibidos no país.
Durante a ação, os agentes buscaram documentos, registros financeiros, equipamentos de informática e aparelhos eletrônicos que possam aprofundar a apuração.
- 6 mandados de busca e apreensão
- 5 investigados sob suspeita
- 4 municípios alcançados pela operação
A PF informou que o inquérito nasceu da análise de materiais recolhidos em flagrantes anteriores feitos na própria região metropolitana.

Por que o caso ganhou peso em Florianópolis
O avanço da investigação indica que o comércio ilegal de vapes deixou de ser tratado apenas como venda pontual e passou a ser apurado como organização estruturada.
Segundo a Anvisa, esses dispositivos seguem proibidos no Brasil, o que sustenta a atuação conjunta de órgãos sanitários e policiais.
Na avaliação dos investigadores, a apreensão de novas provas pode revelar a cadeia de abastecimento e a divisão de tarefas entre fornecedores e vendedores.
Os suspeitos poderão responder por contrabando e organização criminosa, sem prejuízo de outras infrações que surjam no decorrer da investigação.
- importação irregular
- distribuição regional
- comércio local clandestino
- uso de estrutura coordenada
Reflexos práticos para a região metropolitana
A operação reforça a pressão sobre redes informais de venda que se espalham por centros urbanos, especialmente por canais digitais e pontos físicos discretos.
Em outra frente federal recente, a Receita Federal mantém ações de destruição de cigarros eletrônicos apreendidos, sinalizando endurecimento contínuo contra esse mercado.
Para Florianópolis e cidades vizinhas, o efeito imediato é o aumento da vigilância sobre rotas de entrada, armazenagem e revenda desses produtos.
O caso também recoloca a Grande Florianópolis no centro de investigações federais sobre mercadorias proibidas, agora com foco em uma cadeia que mistura contrabando, logística e varejo ilegal.
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