A Floram avançou neste mês com um novo mapeamento da arborização viária de Florianópolis, etapa que deve orientar o futuro Plano Municipal de Arborização Urbana e decisões de plantio, manejo e substituição.
Segundo a prefeitura, o inventário começou em junho e já superou a marca de três mil árvores amostradas em dez distritos, com identificação preliminar de cerca de 200 espécies.
O trabalho abre um novo eixo de gestão urbana na capital, distinto das obras viárias recentes, ao concentrar esforços em cobertura verde, qualidade ambiental e segurança nas ruas.
Levantamento já alcança dez distritos da capital
De acordo com a Floram, mais de três mil árvores já foram amostradas em 30 dias de trabalho de campo.
O inventário começou por Coqueiros, na região continental, e depois avançou para Barra da Lagoa, Rio Vermelho, Ingleses, Lagoa da Conceição, Ratones e outros bairros.
A meta municipal é levantar cerca de seis mil árvores distribuídas pelos distritos de Florianópolis, com foco em vias públicas, calçadas e canteiros centrais.
- Espécie de cada árvore
- Porte e estado fitossanitário
- Condições da via
- Possíveis novos pontos de plantio
Segundo o município, o inventário amostral deve cobrir aproximadamente 20% da cobertura arbórea existente nas vias urbanas da cidade.

Plano de arborização entra em fase mais técnica
Os dados coletados servirão de base para o PMArbo Floripa, plano que pretende organizar critérios permanentes para expansão, poda, manejo e renovação das árvores urbanas.
A prefeitura informou que o material de campo será cruzado com um mapeamento remoto anterior, feito com imagens de satélite e apoio de levantamento móvel terrestre.
Esse cruzamento deve permitir um diagnóstico mais completo, reduzindo decisões isoladas e aumentando a precisão sobre onde plantar, remover ou preservar exemplares.
- Coleta em campo das árvores existentes
- Validação com base cartográfica e imagens
- Diagnóstico técnico por distrito
- Formulação de propostas para o plano municipal
Em publicação anterior, a gestão municipal já havia informado que o planejamento urbano de 2026 passou a integrar projetos estruturais em várias frentes, incluindo mobilidade e qualificação dos espaços públicos.
Entrevistas com moradores ampliam peso social do projeto
Além da parte técnica, a empresa contratada também realiza entrevistas com moradores para medir a percepção da população sobre a arborização nos bairros.
A proposta é incorporar ao diagnóstico não apenas dados botânicos, mas também informações sobre sombra, conforto térmico, conflitos com calçadas e sensação de cuidado urbano.
Esse componente social pode ganhar relevância num momento em que Santa Catarina volta a monitorar oscilações climáticas e mudanças rápidas nas condições locais.
Nesta sexta-feira, a Epagri/Ciram indicou tempo mais aberto na Grande Florianópolis, com novas instabilidades previstas para os próximos dias no estado.
Para especialistas em gestão urbana, esse tipo de inventário ajuda a preparar cidades para calor, vento e drenagem, desde que resulte em execução contínua e regras claras.
Por que o tema entra no radar imediato de Florianópolis
A novidade coloca a arborização no centro da agenda municipal porque transforma um debate difuso em base técnica mensurável, com números, mapa territorial e cronograma.
Se o plano avançar como previsto, Florianópolis poderá definir prioridades por distrito, corrigir vazios de sombra e reduzir conflitos entre árvores, rede elétrica e circulação.
O próximo passo será consolidar os dados já levantados na região continental, no Norte da Ilha e na área central para compor o diagnóstico final do PMArbo.
Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com apoio de Inteligência Artificial e revisado pelo editor-chefe Marcelo Neves. O editor-chefe mantém curadoria, checagem e responsabilidade editorial humana sobre as informações publicadas.
Sobre o autor:
Editor: Marcelo Neves
Transparência:
Política Editorial |
Uso de IA |
Correções |
Contato

