Uma decisão do ministro Dias Toffoli colocou Florianópolis no centro do debate eleitoral catarinense nesta semana. O magistrado mandou a NSC entrevistar ao vivo o candidato Gelson Merísio, do PSB.
A medida reverte, de forma liminar, a exclusão do postulante da rodada no Jornal do Almoço. O caso ganhou peso porque envolve liberdade editorial, isonomia eleitoral e acesso do eleitor à informação.
O tema foge dos assuntos já explorados recentemente sobre trânsito, chuva, obras e polícia. Agora, o foco está na disputa sobre critérios de cobertura jornalística durante a campanha de 2026.
O que decidiu Toffoli no caso da NSC em Florianópolis
Segundo o UOL, Toffoli determinou entrevista individual, presencial e ao vivo, com 30 minutos de duração para Gelson Merísio.
A emissora havia adotado como corte uma pesquisa Quaest de agosto. Nela, Merísio aparecia com 4%, abaixo do mínimo de 5% definido para participar da série de entrevistas.
Na liminar, o ministro entendeu que esse recorte temporal poderia beneficiar candidaturas mais consolidadas. Para ele, o critério congelado não refletia a evolução posterior da disputa.
- Entrevista determinada: 30 minutos
- Formato: presencial e ao vivo
- Ponto central: critério de seleção adotado pela emissora

Por que a decisão ganhou relevância política
O caso não trata apenas de um convite a programa de TV. Ele mexe com as regras informais de visibilidade em campanhas estaduais.
Florianópolis virou palco desse embate porque a sabatina ocorreria na afiliada local da Globo. Em ano eleitoral, tempo de tela pode influenciar percepção pública e ritmo de campanha.
O mesmo relato informa que pesquisas posteriores citadas por Toffoli já mostravam Merísio entre 15,1% e 17,6%, bem acima do índice usado no corte original.
- A campanha questionou a regra da emissora.
- O TRE-SC manteve o critério inicial.
- O TSE, por decisão liminar, mandou incluir o candidato.
Impacto para a cobertura eleitoral em Santa Catarina
A decisão pode servir de referência para outras emissoras e debates regionais. O recado é que critérios antigos demais podem ser contestados judicialmente.
Em outro episódio recente ligado à capital, Jorginho Mello cancelou agenda em Florianópolis para acompanhar a Defesa Civil, mostrando como a cidade segue no centro da corrida estadual.
No ambiente local, a disputa por espaço também dialoga com a rotina de comunicação política da praça. A própria agenda pública da capital continua pressionada por temas de campanha e gestão.
Enquanto isso, dados oficiais da prefeitura mostram que atos administrativos recentes seguem sendo publicados pela gestão municipal, em paralelo ao noticiário eleitoral que agora avança sobre a cobertura da imprensa.
Se a liminar for mantida, Florianópolis terá sido o ponto de partida de uma discussão maior: até onde vai a autonomia editorial quando ela cruza a igualdade de tratamento entre candidatos.
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Editor: Marcelo Menezes
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